Bloomberg — As ações asiáticas estão prontas para uma abertura mista, com ganhos e perdas, enquanto investidores continuam procurando pistas de qualquer avanço nas negociações estagnadas de Washington para evitar um calote dos Estados Unidos.
Enquanto os contratos futuros do Japão e de Hong Kong apontavam para ganhos iniciais, as ações australianas deveriam abrir estáveis.
Isso depois que o mercado de ações dos Estados Unidos negociou em uma faixa estreita, com as ações obtendo pequenos ganhos antes de uma reunião entre o presidente Joe Biden, do Partido Democrata, e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, do Partido Republicano.
Ambas as alas políticas têm enviado sinais contraditórios, enquanto a secretária do Tesouro, Janet Yellen, reiterou que seu departamento pode ficar sem dinheiro em 1º de junho, a menos que o Congresso aumente ou suspenda o limite da dívida federal.
Na Ásia, os investidores estarão atentos a sinais de que a medida do banco central da China de injetar mais liquidez de longo prazo no sistema financeiro pelo sexto mês seguido pode finalmente dar um impulso pós-pandemia ao crescimento econômico.
O clima é diferente no Japão, com o Goldman Sachs dizendo que fundamentos sólidos e expectativas de mudanças estruturais “justificam uma postura otimista” nas ações do país, à medida que o Topix se aproxima de seu nível mais alto desde agosto de 1990.

Enquanto isso, o Reserve Bank of Australia deve divulgar a ata de sua reunião de taxa de juros deste mês de maio, que pode oferecer novas pistas sobre a trajetória da taxa de juros do país, já que grande parte do mundo desenvolvido continua lutando contra a alta inflação.
As ações dos EUA caíram na segunda-feira (15), com dados mostrando que a atividade manufatureira de Nova York teve a maior queda desde abril de 2020.
Os números desta semana provavelmente vão apontar mais fraqueza econômica, segundo as projeções de mercado, encorajando as vozes dovish (de tom mais ameno) do Fed, embora a inflação não tenha conseguido desacelerar o suficiente, de acordo com Anna Wong, da Bloomberg Economics. Dois integrantes do Federal Reserve indicaram que são a favor de pausar os aumentos das taxas.
“Há pouca convicção de ambos os lados [sobre os juros], já que o mercado continua a digerir ganhos, uma série de dados econômicos e acusações em Washington nas discussões do teto da dívida”, disse Craig Johnson, especialista da Piper Sandler.
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