Mercados asiáticos apontam direção mista à espera de acordo sobre dívida dos EUA

Investidores aguardam resultado de reunião entre Joe Biden e o presidente da Câmara nesta terça depois de novo dia sem grandes oscilações em Nova York

Painel de cotações do Nikkei 225, um dos benchmarks da Bolsa de Tóquio: desempenho acima do S&P 500 neste ano (Toru Hanai/Bloomberg)
Por Jason Scott
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Bloomberg — As ações asiáticas estão prontas para uma abertura mista, com ganhos e perdas, enquanto investidores continuam procurando pistas de qualquer avanço nas negociações estagnadas de Washington para evitar um calote dos Estados Unidos.

Enquanto os contratos futuros do Japão e de Hong Kong apontavam para ganhos iniciais, as ações australianas deveriam abrir estáveis.

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Isso depois que o mercado de ações dos Estados Unidos negociou em uma faixa estreita, com as ações obtendo pequenos ganhos antes de uma reunião entre o presidente Joe Biden, do Partido Democrata, e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, do Partido Republicano.

Ambas as alas políticas têm enviado sinais contraditórios, enquanto a secretária do Tesouro, Janet Yellen, reiterou que seu departamento pode ficar sem dinheiro em 1º de junho, a menos que o Congresso aumente ou suspenda o limite da dívida federal.

Na Ásia, os investidores estarão atentos a sinais de que a medida do banco central da China de injetar mais liquidez de longo prazo no sistema financeiro pelo sexto mês seguido pode finalmente dar um impulso pós-pandemia ao crescimento econômico.

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O clima é diferente no Japão, com o Goldman Sachs dizendo que fundamentos sólidos e expectativas de mudanças estruturais “justificam uma postura otimista” nas ações do país, à medida que o Topix se aproxima de seu nível mais alto desde agosto de 1990.

Índice Topix da Bolsa de Tóquio supera o S&P 500 neste ano até o momento

Enquanto isso, o Reserve Bank of Australia deve divulgar a ata de sua reunião de taxa de juros deste mês de maio, que pode oferecer novas pistas sobre a trajetória da taxa de juros do país, já que grande parte do mundo desenvolvido continua lutando contra a alta inflação.

As ações dos EUA caíram na segunda-feira (15), com dados mostrando que a atividade manufatureira de Nova York teve a maior queda desde abril de 2020.

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Os números desta semana provavelmente vão apontar mais fraqueza econômica, segundo as projeções de mercado, encorajando as vozes dovish (de tom mais ameno) do Fed, embora a inflação não tenha conseguido desacelerar o suficiente, de acordo com Anna Wong, da Bloomberg Economics. Dois integrantes do Federal Reserve indicaram que são a favor de pausar os aumentos das taxas.

“Há pouca convicção de ambos os lados [sobre os juros], já que o mercado continua a digerir ganhos, uma série de dados econômicos e acusações em Washington nas discussões do teto da dívida”, disse Craig Johnson, especialista da Piper Sandler.

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