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O custo de reverter a venda da Eletrobras

Também no Breakfast: Votorantim entra para o ramo da saúde; Suzano considera vender seus produtos à China em yuan e BTG quer testar apetite do mercado por novas emissões

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

Uma eventual tentativa do governo de reverter a privatização da Eletrobras tende a enfrentar obstáculos jurídicos e teria um custo elevado para os cofres da União para compensar os acionistas, de acordo com advogados especializados consultados pela Bloomberg Línea.

O risco de a empresa voltar a ter controle majoritário do governo já estava no radar desde a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições no ano passado e ganhou mais força depois de a Advocacia-Geral da União (AGU) entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma medida que limita os votos dos acionistas à proporção de 10% do capital da empresa.

O dispositivo coloca a União em desvantagem, pois tem 43% de participação no capital votante da Eletrobras.

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Depois do processo no STF, as ações preferenciais da Eletrobras fecharam em queda de 1,74% na segunda-feira (8), em um dia de alta de 0,85% do Ibovespa.

Os papéis acumulam queda de 15% neste ano, em meio a declarações cada vez mais frequentes de reestatização, e são negociadas 9% abaixo do preço do dia da privatização (14 de junho de 2022).

Leia mais: Eletrobras: Governo terá batalha jurídica para reverter venda, dizem advogados

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Eletrobras | Governo entrou com medida no STF para tentar aumentar influência na empresa.n (Foto: Bloomberg)

No Radar

Os investidores mostram cautela ante o acúmulo de sinais pouco otimistas sobre a recuperação econômica da China, como a queda das importações em abril. A prudência nas operações também se deve à expectativa pela inflação nos EUA, que sai amanhã e calibrará as apostas sobre o rumo dos juros.

📈 Aposta de risco. Estrategistas do Goldman Sachs avaliam, assim como os do Barclays, que o Fed será menos agressivo no corte dos juros este ano do que o esperado pelo mercado.

💵 Ação contra fracasso. Os funcionários públicos dos EUA se anteciparam a um eventual fracasso da negociação política para elevar o teto da dívida dos EUA e abriram um processo judicial contra o presidente Joe Biden e a secretária do Tesouro Janet Yellen, para que o Tesouro continue emitindo dívida e evite a inadimplência do governo.

🇨🇳 Importações fracas. Em mais um sinal de recuperação irregular na China, o país reportou uma queda das importações em abril. O saldo comercial de US$90 bilhões no período resultou de remessas de US$295 bilhões, 8,5% acima do verificado um ano antes, quando ainda havia bloqueio pela pandemia, e importações 7,9% menores, de US$205 bilhões, muito pior que a baixa estimada de 0,2%.

🏦 Remodelando a equipe. Depois de pactar a compra do Credit Suisse Group AG, o UBS Group AG dá agora a largada à remodelação de sua equipe de altos executivos. Nomeou Todd Tuckner como seu diretor-financeiro (CFO) e disse que o CEO do Credit Suisse, Ulrich Koerner, se tornará membro do Conselho Executivo do Grupo UBS após o fechamento, previsto para este mês, do acordo de 3 bilhões de francos.

Leia a nota completa na seção de Mercados

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (08/05): Dow Jones Industrials (-0,17%), S&P 500 (+0,05%), Nasdaq Composite (+0,18%), Stoxx 600 (+0,35%), Ibovespa (+0,85%)

A dinâmica nas bolsas dos EUA foi contida pela expectativa com o dado de inflação nos EUA. As dúvidas sobre hipótese de uma recessão e as incertezas que ainda rondam o setor bancário inibiram o apetite por risco.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados

Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Otimismo entre Pequenas Empresas/Abr, Índice RedBook, Índice de Otimismo Econômico-IBD/TIPP, Estoques de Petróleo Bruto)

• Europa: Reino Unido (Índice de Preços de Imóveis Halifax/Abr, Taxa Hipotecária-GBP); França (Balança Comercial/Mar, Transações Correntes/Mar, Total de Ativos da Reserva/Abr)

•Ásia: China (Balança Comercial/Abr); Japão (Reservas Internacionais/Abr)

• América Latina: Brasil (Ata do Copom); México (IPC/Abr); Argentina (Produção Industrial/Mar)

• Bancos centrais: Discurso de John Wiliiams (Fed)

• Balanços: Duke Energy, Airbnb, Nintendo, Fox Corp, Warner Music, Telefônica, Ecopetrol

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Votorantim paga R$ 1,2 bi por fatia de 5,1% da Hypera e entra em saúde

Atrasos de empresas devem se normalizar nos próximos trimestres, diz Maluhy

‘Too big to fail’? Para este CEO de banco, esse conceito deve ser revisto

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: CEO da Suzano considera vender produtos para a China em yuan no lugar do dólar | BTG quer testar apetite do mercado com 10 a 15 emissões de dívida, diz CFO | Lucros vão perder força com economia mais fraca dos EUA, diz Morgan Stanley

• Opinião Bloomberg: A inteligência artificial não vai conhecer o mercado melhor do que Wall Street

• Para não ficar de fora: Filmes e séries da Amazon agora serão distribuídos para a TV e outros serviços

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