Ibovespa sobe após ata do Copom; dólar opera em queda

Investidores brasileiros reagem à publicação da ata do Copom nesta terça-feira e seguem monitorando a indicação de Gabriel Galípolo para diretoria a de política monetária do BC

Ibovespa
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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) subiu nesta terça-feira (9) após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e de olho na queda das importações da China em abril. Investidores também seguem monitorando a indicação de Gabriel Galípolo para diretoria de política monetária do BC. O dólar, por sua vez, caía abaixo dos R$ 5,00.

A ata do Copom, divulgada mais cedo nesta terça pelo Banco Central, após a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, afirma que o ambiente externo se mantém adverso, com “episódios envolvendo bancos no exterior elevando a incerteza, mas com contágio limitado sobre as condições financeiras até o momento, requerendo contínuo monitoramento”.

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No âmbito doméstico, o comitê cita os altos preços ao consumidor e diz que “segue vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação”.

A ata também cita que, apesar de ser um cenário menos provável, o Copom “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.

Além disso, segundo o comitê, “a apresentação do arcabouço fiscal reduziu a incerteza associada a cenários extremos de crescimento da dívida pública”, mas que não há “relação mecânica entre a convergência de inflação e a aprovação do arcabouço fiscal, uma vez que a trajetória de inflação segue condicional à reação das expectativas de inflação e das condições financeiras”.

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Na China, o resultado das importações decepcionou com queda de 7,9% em abril, para US$ 205 bilhões, bem pior do que a projeção mediana de queda de 0,2%. Já as remessas ao exterior aumentaram 8,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, para US$ 295 bilhões, informou a administração alfandegária na terça em Pequim — desacelerando em relação ao ganho de dois dígitos em março. Isso deixou um superávit comercial de US$ 90 bilhões no mês.

A queda inesperada das importações significa problemas para as economias de países que esperavam que o fim da política de covid zero impulsionasse o crescimento de suas próprias exportações.

Até agora, a recuperação foi impulsionada principalmente pelos gastos do consumidor, e não pelo investimento em infraestrutura e imóveis. Isso reduziu a demanda por commodities como petróleo bruto, minério de ferro e cobre — cujas importações caíram em abril em relação ao mês anterior.

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O resultado das exportações foi favorecido por uma base de comparação menor em relação ao mesmo mês do ano passado, quando a metrópole de Xangai, principal centro financeiro do país, estava em lockdown.

Os economistas alertam que o aumento dos preços e das taxas de juros no resto do mundo, os altos níveis de estoque e a guerra na Ucrânia servirão como freios na demanda global do consumidor — o que significa que qualquer aumento não durará para sempre.

--Com informações de Bloomberg News

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--Atualiza às 12h26

Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (9):

  • O Ibovespa subia 1,20%, negociado aos 107.313 pontos por volta das 10h22 (horário de Brasília);
  • O dólar à vista caía 0,32%, a R$ 4,99;
  • Nos EUA, os índices futuros operavam sem direção única: o S&P 500 caía 0,33%, enquanto o Nasdaq 100 cedia 0,53%.

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