Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quarta-feira

Investidores ficam à espera de decisão sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil, enquanto seguem monitorando os efeitos da crise bancária

Copom decide hoje o rumo da taxa básica de juros, a Selic
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Bloomberg Línea — Os mercados estão atentos à “Super Quarta” nesta quarta-feira (3), com decisão de juros nos Estados Unidos e no Brasil. Os investidores monitoram também as falas das autarquias acerca do tema. As novas taxas de juros são divulgadas às 15h e a partir das 18h (no horário de Brasília), respectivamente.

A preocupação sobre a crise bancária continua, com os bancos regionais dos Estados Unidos PacWest Bancorp e Western Alliance Bancorp caindo pelo menos 15%. Isso acontece apenas um dia depois que a aquisição do First Republic Bank pelo JPMorgan (JPM) pareceu aumentar a confiança no setor.

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Os temores sobre uma possível recessão também fazem os bancos se movimentarem. Alguns gestores de fundos e estrategistas do JPMorgan, do UBS Group (UBS) e do Morgan Stanley (MS) agora preferem renda fixa a ações.

O argumento é que os títulos, principalmente os com classificação mais alta, serão capazes de resistir melhor a qualquer desaceleração econômica, enquanto as ações sofreriam mais se o Federal Reserve (Fed) não conseguisse fazer um pouso suave.

No cenário político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que está trabalhando ativamente para ajudar a Argentina a superar a crise financeira.

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Uma abordagem para resolver a situação, segundo ele, seria financiar as exportações e fazer empréstimos por meio do New Development Bank, com sede em Xangai, um banco multilateral de desenvolvimento estabelecido pelos países do BRICS, que, com o Brasil e China, incluem Rússia, Índia e África do Sul. A ex-presidente Dilma Rousseff é a principal executiva do banco.

Já do lado corporativo, a Petrobras (PETR3; PETR4) divulga hoje o relatório de produção e vendas do primeiro trimestre depois do fechamento do mercado.

Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (3):

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1. Super Quarta

O Banco Central provavelmente manterá sua taxa de juros estável pela sexta reunião consecutiva nesta quarta-feira, enquanto o Congresso se prepara para debater a proposta do presidente Lula de administrar as finanças públicas e domar a dívida.

Todos os economistas em uma pesquisa da Bloomberg, exceto um, esperam que os membros do conselho mantenham a Selic inalterada em 13,75% ao ano, enquanto o analista restante vê um corte de 0,25 p.p. para 13,50%.

As autoridades lideradas por Roberto Campos Neto têm mantido as taxas estáveis desde setembro, após um ciclo de aperto agressivo que acrescentou 11,75 pontos percentuais aos custos dos empréstimos.

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Nos Estados Unidos, espera-se que o Federal Reserve entregue um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros e sinalize uma pausa em sua agressiva campanha de aumento, em meio à turbulência persistente do mercado financeiro e à pressão renovada dos legisladores por um recuo.

Analistas do mercado financeiro esperam que o banco central dos EUA entregue seu último aumento de juros por um tempo nesta quarta-feira, com condições de empréstimo mais rígidas e sinais de desaceleração da economia sugerindo que a inflação esfriará de forma mais significativa nos próximos meses.

A medida elevaria a taxa dos fundos federais para uma faixa de 5% a 5,25%, a maior desde 2007.

2. Fim da crise bancária?

Apenas um dia depois de Wall Street dar um suspiro de alívio com o resgate do First Republic Bank, uma queda nos bancos regionais dos EUA alimentou uma ansiedade renovada sobre a estabilidade financeira, afundando as ações em todos os setores e estimulando uma fuga para os ativos mais seguros do mercado.

Para muitos traders, o momento não poderia ser pior.

Na véspera da decisão do Federal Reserve, várias suspensões na negociação das ações do PacWest Bancorp e do Western Alliance Bancorp foram vistas como perturbadoras. Ambas as ações caíram pelo menos 15% na terça-feira (2). O setor financeiro pesou fortemente no índice S&P 500, que chegou a afundar quase 2%.

3. Mercados

As ações europeias e os contratos futuros de ações dos EUA avançam nesta quarta, recuperando parte das perdas da sessão anterior e à espera da reunião do Federal Reserve, na qual os formuladores de políticas devem estender seu ciclo de alta de juros.

O índice Stoxx Europe 600 subia 0,5% por volta das 8h40 (horário de Brasília), com as ações de energia se recuperando e a UniCredit SpA subindo após aumentar suas metas de lucro e pagamento.

4. Manchetes

Estadão: PF faz buscas na casa de Bolsonaro e prende coronel Mauro Cid em operação sobre vacinas da covid-19

Folha de S. Paulo: PF faz busca em endereço de Bolsonaro e prende Mauro Cid, ex-ajudante de ordens

O Globo: PF faz busca na casa de Bolsonaro e prende Mauro Cid em operação contra dados falsos de vacina

Valor Econômico: Crédito nos bancos públicos volta a crescer mais que nos privados locais após 7 anos

5. Agenda

Na zona do euro, o dia começa com o discurso de Elizabeth McCaul, do Banco Central Europeu (BCE). Às 12h20 (horário de Brasília), é a vez de Kerstin af Jochnick, do BCE, discursar.

Nos Estados Unidos, o dia é cheio e começa às 9h15 com a divulgação da variação de empregos privados ADP. Em seguida, às 10h45, é divulgado o PMI Composto S&P Global e o PMI do setor de serviços. Às 11h, é publicado o ISM não-manufatura; já às 11h30 são publicados os estoques de petróleo bruto e em cushing.

Na China, onde continua o feriado do Dia do Trabalho, será divulgado às 22h45 o PMI Industrial Caixin.

-- Com informações da Bloomberg News.

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