Bloomberg Línea — Investidores nesta terça-feira (18) monitoram os efeitos da divulgação do crescimento da economia da China nos mercados internacionais, ao mesmo tempo em que reagem aos resultados do Bank of America (BAC) e do Goldman Sachs (GS) para entender melhor como as empresas estão se saindo em meio à crise que levou bancos como o Silicon Valley Bank (conhecido como SVB) ao colapso.
No Brasil, em dia esvaziado de índices econômicos e em uma semana mais curta com o feriado de Tiradentes, traders ainda aguardam a entrega do arcabouço fiscal no Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, previsto para ontem (17), foi postergado novamente.
No cenário corporativo, a GSK concordou em comprar a biotecnologia canadense Bellus Health por cerca de US$ 2 bilhões para reforçar sua linha de medicamentos experimentais.
Já a Apple (AAPL) introduziu uma conta de poupança de alto rendimento há muito tempo prometida em parceria com o Goldman Sachs, em uma ação estratégica para atrair clientes financeiros dos Estados Unidos com uma taxa de remuneração atraente e a facilidade de seu aplicativo Wallet.
Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (18):
1. Crescimento da China
A economia da China cresceu no ritmo mais rápido em um ano no primeiro trimestre, colocando Pequim no caminho para atingir sua meta de crescimento para o ano sem adicionar grandes estímulos, ao mesmo tempo em que ajudou a proteger a economia global contra uma desaceleração.
O Produto Interno Bruto (PIB) expandiu 4,5% no último trimestre em relação ao ano anterior, mostraram dados oficiais na terça-feira, superando as expectativas dos economistas. Em março, as vendas no varejo dispararam 10,6% em relação ao ano anterior, o maior ganho mensal desde junho de 2021.
Os dados otimistas fornecem uma base para o governo da China atingir ou superar sua meta de crescimento do PIB de cerca de 5% para o ano. Isso tornaria a China, ao lado da Índia, os maiores contribuintes para o crescimento global em 2023, respondendo por cerca de metade da expansão, segundo o Fundo Monetário Internacional.
2. Balanços do dia
São divulgados hoje, nos Estados Unidos, os balanços da Netflix (NFLX) e Johnson & Johnson (JNJ), além do Bank of America e do Goldman Sachs - estes agora pela manhã.
3. Mercados
As ações globais subiram com os dados chineses apontando para uma recuperação econômica que ajuda os mercados a enxergar além dos ganhos irregulares das empresas e a possibilidade de mais aperto nas políticas monetárias dos bancos centrais.
O índice de referência Stoxx 600 da Europa ganhou 0,3% com a recuperação do consumidor da China impulsionando nomes de luxo, incluindo LVMH, e as ações de viagens aumentaram após um relatório otimista da EasyJet em reservas.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 avançaram à medida que os investidores se preparavam para mais ganhos no primeiro trimestre.
4. Manchetes
Estadão: Moraes vota para tornar réus 100 denunciados por atos golpistas: ‘Pleitearam a tirania’
Folha de S. Paulo: Moraes vota para tornar réus 100 dos denunciados por ataques golpistas de 8/1
O Globo: PF cumpre 16 mandados de prisão contra envolvidos em atos golpistas de 8 de janeiro
Valor Econômico: Déficit zerado em 2024 depende de R$ 155 bilhões em receitas incertas
5. Agenda
Nos Estados Unidos, são divulgadas hoje, às 9h30, no horário de Brasília, as licenças de construção e dados sobre a construção de novas casas. Às 10h, acontece o discurso de Michelle Bowman, membro do FOMC, do Fed. Às 17h30, são divulgados os estoques de petróleo bruto semanal API.
Na Europa, às 10h acontece o discurso de Frank Elderson, do Banco Central Europeu (BCE).
-- Com informações da Bloomberg News.
Leia também
Apple Bank vem aí? Depois de cartão e crediário, tech lança conta remunerada
Investidores têm maior posição ‘vendida’ em ações desde 2009, diz BofA
Como fundos e family offices planejam investir? Pesquisa revela ativos preferidos









