Mercados da Ásia indicam abertura em alta após dia de ganhos em Wall Street

Dados econômicos dos EUA alimentaram as expectativas de que o Federal Reserve está chegando ao fim de seu ciclo de alta de juros

Leitura de dados de empregos e de inflação ao produtor veio mais fraca do que as previsões dos economistas
Por Stephen Kirkland
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Bloomberg — Os mercados acionários asiáticos apontam para um abertura com ganhos após uma alta nas ações dos Estados Unidos na quinta-feira (13), depois que dados econômicos alimentaram as expectativas de que o Federal Reserve está chegando ao fim de seu ciclo de alta de juros mais agressivo em décadas.

Índices futuros de ações na Austrália, Japão e Hong Kong sinalizam que os mercados abrirão em alta. Os contratos futuros dos EUA caíram no início do pregão na Ásia, depois que o S&P 500 subiu ao maior patamar neste mês e o Nasdaq, com grande peso de empresas de tecnologia, teve o melhor dia desde meados de março.

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As moedas asiáticas operavam sem variação significativa, após ganhos que fizeram o dólar australiano e o dólar neozelandês subirem mais de 1% na quinta-feira. O dólar caiu em relação a todos os seus pares do Grupo dos 10 pelo segundo dia consecutivo. Um indicador da força da moeda americana atingiu o menor nível em mais de dois meses.

Os títulos do Tesouro americano subiram no início das negociações em Nova York na quinta-feira, mas perderam parte dos ganhos durante à tarde em meio a um sentimento de risco melhorado. O rendimento do título de dois anos, mais sensível à política monetária, no entanto, permaneceu dentro de uma faixa estreita em torno de 3,97%, já que o mercado continuou a se inclinar para um aumento de 0,25 ponto percentual do Fed em maio. A expectativa é de que o banco central faça uma pausa durante o verão no Hemisfério Norte.

As ações dos EUA subiram na quinta-feira após a divulgação de dados de empregos e de inflação ao produtor mais fracos do que as previsões dos economistas. Os pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 8 de abril subiram para 239.000, em comparação com uma estimativa média de 235.000, aumentando a evidência de que o mercado de trabalho está começando a perder força. Enquanto isso, os preços ao produtor caíram em março ao menor nível desde o início da pandemia.

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“Basicamente, o que os dados estão mostrando são duas coisas”, disse Que Nguyen, diretor de investimentos de estratégias de ações da Research Affiliates. “A primeira é que a inflação não surpreende para cima e, ao mesmo tempo, o mercado de trabalho parece estável. E assim, o que estamos obtendo hoje é uma espécie de perspectiva otimista, em que a inflação vai desacelerar, mas a economia não está quebrando”.

-- Com colaboração de Jennifer Bissell-Linsk.

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