Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quarta-feira

Investidores esperam dados de inflação dos EUA para entender próximos passos do Fed, enquanto aguardam balanços do 1º tri de grandes bancos

Investidores monitoram sinais do banco central dos EUA em relação ao aperto monetário
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Bloomberg Línea — O dia começa com os investidores à espera do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, a ser divulgado às 9h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (12) – dado esse que pode sinalizar os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação ao aperto monetário.

A agenda dos Estados Unidos segue agitada ainda com a divulgação às 15h da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).

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No cenário corporativo, a crise bancária ainda preocupa. Segundo estimativas de analistas, os principais bancos dos Estados Unidos devem apresentar uma queda de US$ 521 bilhões em depósitos, a maior na década, na divulgação dos próximos balanços.

Destaque ainda para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desembarca hoje na China, enquanto Xi Jinping tenta dar impulso a negociações para interromper os combates na Ucrânia, mais de um ano após a invasão russa.

Globalmente, a oferta apertada de açúcar fez com que os preços atingissem a máxima em uma década, subindo até 1,9% em Nova York nesta manhã, antes de reduzir parte do ganho.

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Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (12):

1. Inflação dos EUA

A expectativa é de que a inflação dos Estados Unidos desacelere, com a previsão de leitura do núcleo para diminuir tanto na comparação mensal quanto anual, apoiando as expectativas do mercado de que o Federal Reserve fará mais um aumento de taxa antes de uma pausa e mudará para uma política mais flexível no segundo semestre do ano.

Para as autoridades do Fed, fazer malabarismos com a necessidade de conter a inflação desenfreada e estabilizar os bancos instáveis é um “ato de equilíbrio delicado”.

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2. Temporada de balanços

Os maiores bancos dos Estados Unidos estão prestes a revelar o impacto da crise bancária no primeiro trimestre.

Segundo estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, os depósitos no JPMorgan (JPM), Wells Fargo (WFC) e Bank of America (BAC) devem ter caído US$ 521 bilhões em relação ao ano anterior – a maior queda em uma década.

A redução – que inclui uma queda de US$ 61 bilhões apenas nos primeiros três meses do ano – ocorre quando um influxo tardio de caixa não conseguiu compensar a fuga de clientes para produtos que oferecem taxas mais altas.

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3. Mercados

Os contratos futuros de ações dos Estados Unidos oscilam, enquanto as ações europeias avançam nesta manhã. Os investidores aguardam os dados da inflação nos EUA que podem lançar luz sobre o próximo movimento de política do Federal Reserve.

Por volta das 8h35 (horário de Brasília), os contratos futuros do S&P 500 subiam 0,11%, enquanto o Nasdaq Futuro tinha leve queda de 0,07%. Já os rendimentos do Tesouro de dois anos subiram, mantendo-se acima de 4%.

4. Manchetes

Estadão: Postagens sobre ataques em escolas expõem descontrole do Brasil em relação a discursos de ódio nas redes

Folha de S. Paulo: Aposentadoria de Lewandowski embaralha planos de julgamento de Bolsonaro no TSE

O Globo: Lula pode ter de fazer reforma ministerial após insistência do União Brasil em manter Ministério do Turismo

Valor Econômico: Ministério da Fazenda fecha o cerco a marketplaces asiáticos

5. Agenda

Na zona do euro, às 9h30, no horário de Brasília, acontece o discurso de Luis de Guindos, do Banco Central Europeu (BCE).

Nos Estados Unidos, às 11h30 são divulgados os estoques de petróleo bruto e em cushing. Às 14h acontece o leilão americano note a 10 anos e, às 15h é publicado o balanço orçamentário federal de março.

-- Com informações da Bloomberg News.

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