Mercados na Ásia apontam para ganhos na abertura da semana, pós-emprego nos EUA

Investidores vão reagir aos dados do mercado de trabalho na economia americana em março, divulgados na sexta-feira em dia de bolsas fechadas

Painel eletrônico com cotações da Bolsa de Tóquio: mercados reabrem com investidores reagindo aos dados de emprego nos EUA em março
Por Brett Miller
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Bloomberg — As principais moedas oscilaram dentro de faixas estreitas e os futuros de ações dos Estados Unidos obtiveram pequenos ganhos em negociações de investidores cautelosos nesta manhã de segunda-feira (10) na Ásia, noite de domingo (9) no Brasil, quando o pregão teve sua abertura.

Investidores estão avaliando o relatório de empregos dos EUA em março, que levou os rendimentos dos títulos do Tesouro de dois anos, mais sensíveis à política monetária, de volta para a casa de 4% quando foi divulgado na sexta-feira (7) pela manhã, em dia de bolsas fechadas em Nova York. Os dados suportam apostas em um aumento menor da taxa do Federal Reserve para conter a inflação e, ao mesmo tempo, aliviar algumas preocupações de que a economia dos EUA esteja a caminho para a recessão.

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Os contratos do S&P 500 subiram 0,2% nesta abertura da segunda-feira, após pequenos ganhos nos futuros quando os números do payroll foram divulgados. Os movimentos do dólar em relação às moedas do Grupo dos 10 ficaram limitados a cerca de 0,2% nesta segunda.

O preço do petróleo estava marginalmente mais alto e as criptomoedas pouco mudaram.

Exercícios militares chineses em Taiwan, após a visita do presidente da ilha aos EUA, podem aumentar o sentimento de cautela nos mercados asiáticos. Os feriados de Páscoa também manterão as negociações fechadas nesta segunda-feira em Hong Kong, na Austrália e na Nova Zelândia.

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“O relatório de março trouxe apenas meia vitória para o mercado, mas efetivamente lembrou o Fed de seu trabalho inacabado”, disse Hebe Chen, analista da IG Markets Ltd. “O sentimento de ‘copo meio cheio’ está prestes a se transformar em um apetite de risco mais dividido e frágil.”

Os dados do relatório de emprego apontaram um ritmo firme em março com a criação de 236 mil vagas, o que ficou em linha com as previsões do mercado, mas representou desaceleração na comparação com o dado revisado para cima de 326 mil postos de trabalho em fevereiro e de 334 mil na média dos seis meses anteriores. A taxa de desemprego caiu novamente perto de mínimos históricos para 3,5%.

A negociação de swaps mostrou que as chances de um aumento de um quarto de ponto percentual na taxa de juros na reunião de maio do Fed aumentaram para cerca de dois em três, ou seja, acima dos cerca de 50-50 antes de os dados de emprego serem divulgados.

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Investidores têm precificado agressivamente cortes de juros no final deste ano, já que os dados econômicos ficam aquém das estimativas, sugerindo que a economia americana está desacelerando.

O próximo grande ponto de dados para o Fed será o CPI, o índice de preços ao consumidor, de março, previsto para quarta (12). A próxima reunião do Fed será em 3 de maio.

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