Bloomberg Línea — A sessão desta quinta-feira (6) deve ser de menor liquidez, já que amanhã (7) é feriado e as bolsas estarão fechadas no Brasil e no mundo.
Investidores continuam preocupados com o aperto monetário nas principais economias e economistas enxergam riscos maiores de recessão em alguns países, como nos Estados Unidos.
Dados divulgados hoje devem dar sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed); é o caso dos pedidos iniciais por seguro-desemprego. Na sexta, será divulgado o relatório de empregos (payroll) dos EUA.
A crise bancária também continua a ser monitorada. A BlackRock (BLK) foi contratada como consultora para ajudar o governo dos EUA a organizar a venda de US$ 114 bilhões em títulos mantidos pelos credores falidos Signature Bank e Silicon Valley Bank (conhecido como SVB).
No cenário corporativo, um dos maiores acionistas da Petrobras (PETR3; PETR4) diz que qualquer risco de interferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no passado.
Confira as notícias que devem movimentar os mercados nesta quinta-feira (6):
1. Política de preços da Petrobras
As ações da Petrobras chegaram a cair 4% na quarta-feira (5), na mínima do dia, após o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmar em entrevista à GloboNews que irá mudar a política de preços de combustíveis da estatal, que segue as variações das cotações internacionais.
Segundo ele, a medida começará no fim do mês, após a reunião do conselho da empresa.
Em nota, a Petrobras disse que não recebeu nenhuma proposta do Ministério. “Quaisquer propostas de alteração da política de preços recebidas do acionista controlador serão comunicadas oportunamente ao mercado, e conduzidas pelos mecanismos habituais de governança interna da companhia”, escreveu a companhia.
O anúncio de Silveira acontece em meio à alta dos preços do petróleo, após corte na produção da Opep+.
2. Recessão nos EUA
Os economistas agora atribuem uma probabilidade de 65% de uma recessão nos EUA e os mercados monetários veem apenas 44% de chance de o Federal Reserve aumentar as taxas de juros em 25 pontos base em maio.
Isso marca um contraste com o início da semana, quando eles viam uma perspectiva de 70% de alta. Agora, eles também esperam que o banco central comece a cortar as taxas já em julho.
3. Mercados
Os rendimentos do Tesouro estenderam a queda e os futuros de índices de ações dos Estados Unidos flutuam na manhã desta quinta, já que as apostas de que a economia mundial está caminhando para uma desaceleração mais acentuada superaram as preocupações com a inflação elevada e o aperto monetário.
Os contratos do índice Nasdaq 100 caíam 0,2% por volta das 8h40 (horário de Brasília), enquanto um indicador de ações globais caminhava para uma perda semanal, depois que um relatório privado de empregos nos EUA e índices de gerentes de compras forneceram mais evidências de que a maior economia do mundo está desacelerando.
4. Manchetes
Estadão: Governo Lula articula proposta para impedir militares da ativa de disputar eleição ou assumir ministério
Folha de S. Paulo: Congresso cobra de Lula pressa com novo sistema de emendas
O Globo: Oposição tenta blindar militares e juízes em nova lei do impeachment, que vai além de presidente
Valor Econômico: Decretos que modificam o marco do saneamento trazem controvérsias
5. Agenda
O dia é cheio nos Estados Unidos, a começar pela divulgação dos pedidos iniciais por seguro-desemprego às 9h30, no horário de Brasília. Às 11h, acontece o discurso de James Bullard, do Fomc.
Às 14h, são publicadas a contagem de sondas Baker Hughes e a contagem total de sondas dos Estados Unidos. Por fim, às 17h30 são divulgados o Fed’s Balance Sheet e os saldos de reservas com bancos do Federal Reserve.
-- Com informações da Bloomberg News.
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