Bloomberg — O petróleo caminha para encerrar a semana com um ganho de cerca de 9%, à medida que as interrupções nas exportações iraquianas apertam o mercado e as preocupações com a economia diminuem após a inflação dos Estados Unidos vir abaixo do esperado.
Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) eram negociados acima de US$ 75 o barril nesta sexta-feira (31). Se os ganhos se mantiverem, será o maior aumento semanal deste ano.
Os preços são sustentados pelo fechamento de cerca de 400.000 barris por dia dos fluxos iraquianos em meio a uma disputa entre Bagdá e a região do Curdistão.
Também dando apoio, um importante indicador da inflação nos EUA subiu no mês passado menos do que o esperado, sugerindo que o Federal Reserve pode estar perto de encerrar seu ciclo mais agressivo de aperto monetário em décadas.
Isso poderia ajudar a alimentar o retorno dos mais otimistas ao mercado de petróleo, que fugiram em massa após a turbulência bancária, disseram especialistas.
O petróleo ainda caminha para a quinta perda mensal, principalmente devido à crise bancária que atingiu os mercados nas últimas semanas, embora o pior da turbulência pareça ter passado.
O fornecimento resiliente de petróleo russo e as greves na França, que reduziram a demanda por petróleo, impediram que a commodity chegasse ao patamar dos US$ 80.
No entanto, a recuperação da China ganhou ritmo, com a manufatura continuando a se expandir e a construção crescendo. A maioria dos observadores do mercado está apostando que a recuperação do país ajudará a sustentar os preços mais altos do petróleo ainda este ano.
Confira os preços do petróleo nesta sexta-feira (31):
- O contrato do petróleo tipo WTI com vencimento para maio subia 0,93%, a US$ 75,06 o barril por volta das 12h (horário de Brasília).
- O petróleo tipo Brent, também com prazo em maio, subia 0,34%, a US$ 79,54 o barril.
-- Com a colaboração de Natalia Kniazhevich.
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