Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!
O medo de um aperto nas condições financeiras levar a uma recessão está fazendo com que traders repensem sua exposição ao risco e busquem segurança no mercado de ações.
“O cenário não está muito bom lá fora”, disse Charlie McElligot, estrategista de ativos da Nomura Securities International. “A ‘crise de lucratividade’ dos bancos tornou-se uma ‘crise de solvência’ e atuará como um catalisador para um impulso substancial de aperto nas condições financeiras.”
O reposicionamento começou há cerca de duas semanas, quando os problemas no sistema bancário americano ficaram claros com o colapso do Silicon Valley Bank (conhecido como SVB).
No entanto, os riscos já existem há algum tempo e vão além dos problemas do sistema financeiro.
⇒ Leia mais: Corrida para ativos mais seguros não se trata de bancos, mas sobre próxima recessão

No Radar
Os investidores apostam com mais força que as condições macroeconômicas possam impedir novos aumentos de juros, sob o risco de colocar a economia em recessão. Volta a aumentar a percepção de que o cenário possa acelerar um corte da taxa, contrariando as indicações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na última semana.
👁️ Olho na recessão. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que a recente turbulência bancária aumentou o risco de uma recessão nos EUA, mas que ainda é cedo para julgar como isso se refletirá na economia e na política monetária. “Não estamos convencidos de que isso levará a uma crise de crédito que desencadeie uma recessão.”
🔚 Renúncia em destaque. O presidente do Saudi National Bank, maior acionista do Credit Suisse, renunciou apenas alguns dias depois de afirmar em entrevista à Bloomberg que não pretendia ampliar participação no banco suíço, provocando um tombo nas ações. Ammar Al Khudairy, que ocupa o cargo desde 2021, está saindo “por motivos pessoais” e será substituído pelo CEO Saeed Mohammed Al Ghamdi.
💵 Compra do SVB. O First Citizens firmou um contrato de compra e assunção de todos os depósitos e empréstimos do Silicon Valley Bank. O acordo inclui a compra de cerca de US$ 72 bilhões em ativos do SVB com um desconto de US$ 16,5 bilhões. Cerca de US$ 90 bilhões em valores mobiliários e outros ativos permanecerão sob custódia do FDIC.
🔍 Escrutínio ético. O Credit Suisse poderá ser investigado por problemas de gestão negligente de riscos por parte de seus funcionários, antes do recente colapso e anúncio da aquisição pelo UBS, segundo disse a presidente do órgão regulador bancário da Suíça (Finma), Marlene Amstad, ao jornal NZZ am Sonntag neste domingo.
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🟢 As bolsas na sexta-feira (24/03): Dow Jones Industrials (+0,41%), S&P 500 (+0,56%), Nasdaq Composite (+0,31%), Stoxx 600 (-1,37%), Ibovespa (+0,92%)
A ligeira recuperação das bolsas norte-americanas respondeu aos ganhos das ações do setor bancário. A queda das ações do Deutsche Bank se reverteu após o chanceler alemão Olaf Scholz manifestar seu apoio ao credor. Os investidores também avaliam que diminui o espaço para novos aumentos de juros devido ao risco de recessão.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Índice de Atividade-Fed Dallas/Mar)
• Europa: Zona do Euro (Massa Monetária/Fev, Empréstimos ao Setor Privado); Alemanha (Índice Ifo de Clima de Negócios/Mar); Reino Unido (Índice BRC de Preços no Varejo, Pesquisa CBI de Varejo/Mar); França (Candidatos a Emprego)
• Ásia: Hong Kong (Balança Comercial/Fev)
• América Latina: Brasil (Boletim Focus, Confiança do Consumidor/Mar, Transações Correntes e Investimentos Estrangeiro Direto) • México (Balança Comercial/Fev)
• Bancos centrais: Discursos de Joachim Nagel-Bundesbank, Andrew Bailey-BoE
🗓️ Os eventos de destaque na semana →
Destaques da Bloomberg Línea:
• Apesar de crise dos SPACs, Nuvini e Ambipar abrem janela para América Latina
• Adiamento da viagem de Lula abre espaço para anúncio de plano fiscal nesta semana
• Demissões em tech têm maior nível desde bolha ‘pontocom’, mas setor ainda paga bem
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