Índice de inflação PCE, o preferido do Federal Reserve, deve permanecer elevado

Economistas consultados pela Bloomberg estimam alta de 0,4% do núcleo do deflator de despesas com consumo pessoal (PCE) ante o mês anterior

Dados de inflação PCE serão divulgados nesta sexta-feira (31)
Por Vince Golle - Craig Stirling
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Bloomberg — O índice de preços preferido do Federal Reserve provavelmente permaneceu elevado em fevereiro, sem muito alívio para o dilema de ter que conter tanto a inflação quanto o estresse no sistema bancário americano.

Os economistas estimam que o núcleo do deflator de despesas com consumo pessoal (PCE), que exclui preços de alimentos e combustível, deve subir 0,4% em relação ao mês anterior, de acordo com a projeção mediana em um levantamento da Bloomberg. Em janeiro, a alta foi de 0,6%, a maior desde junho.

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Na comparação anual, a previsão é de que o núcleo subiu 4,7%, enquanto a projeção para o índice principal é de um avanço de 5,1%, mais que o dobro da meta do Fed em ambos os casos.

Índice de inflação preferido do Fed deve continuar elevado

Agenda da semana

O BC americano elevou na quarta-feira (22) os juros pela nona reunião consecutiva, para o maior nível desde 2007, e disse que sua tentativa de conter a inflação não deve aprofundar uma crise bancária nascente.

Mas os custos de endividamento mais elevados aumentam a pressão sobre o sistema financeiro e podem levar a economia a uma recessão.

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Dados do governo que serão divulgados na sexta-feira (31) também devem mostrar que os gastos pessoais dos americanos, ajustados para a inflação, caíram em fevereiro, após subirem no mês anterior.

Na zona do euro, números de inflação na sexta-feira também devem dar munição tanto para quem apoia uma pausa do Banco Central Europeu quanto quem defende mais aperto.

Por um lado, é provável que o dado de inflação principal mostre desaceleração, segundo todos os economistas, exceto um. Mas espera-se que o núcleo, por outro lado, tenha acelerado para um novo recorde da era do euro.

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No Brasil, as atenções se voltam para a ata do Copom, na terça-feira (28), e a entrevista com o presidente do BCB, Roberto Campos Neto, após a divulgação do relatório de inflação na quinta (30). O foco do mercado é ver se o tom hawkish (isto é, favorável a juros mais altos) do comunicado da decisão de juros da semana passada será mantido.

-- Com a colaboração de Robert Jameson, Malcolm Scott, Michael Winfrey, Stephen Wicary e Gregory White.

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