Mercados asiáticos: futuros sobem após resgate ao Credit Suisse e injeção de BCs

Índices do S&P 500 e da Nasdaq têm leve alta nesta manhã de segunda na Ásia, em semana que terá reunião do Fed e do Copom no Brasil

Bandeiras da China na Praça Tiananmen, em Pequim: abertura dos mercados com investidores atentos à crise bancária (Qilai Shen/Bloomberg)
Por Brett Miller
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Bloomberg — Os futuros de ações dos Estados Unidos subiram e o dólar enfraqueceu ligeiramente contra as principais moedas na manhã desta segunda-feira (20) na Ásia, ainda noite de domingo (19) no Ocidente, com os investidores avaliando o acordo do UBS (UBS) para comprar o Credit Suisse (CS) e os movimentos do Federal Reserve e outros cinco bancos centrais para aumentar a liquidez do dólar nos mercados.

O franco suíço teve pouca variação, o iene, um avanço inicial, e moedas sensíveis ao risco, como os dólares australiano e neozelandês, obtiveram pequenos ganhos. O euro e a libra também subiram.

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Os futuros do S&P 500 subiam cerca de 0,3%, depois que o índice caiu mais de 1% na sexta-feira (17), arrastado pelo setor financeiro. O First Republic Bank, o mais recente banco dos EUA a sinalizar estresse, despencou mais de 70% na semana, apesar de os maiores bancos do país terem lançado uma “tábua de salvação” para o player regional na quinta-feira (16).

Os contratos para o Nasdaq 100 também ganharam cerca de 0,4% depois que o indicador registrou sua melhor semana desde novembro, com um salto de 5,8%, apesar da queda na sexta-feira.

As ações de tecnologia, que geralmente se beneficiam de taxas de juros mais baixas, têm sido apoiadas pela preocupação de que a turbulência no setor bancário leve a economia global à recessão, forçando os bancos centrais a reverter o curso do aperto monetário.

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Os investidores continuam a debater se o Federal Reserve entregará outro aumento de um quarto de ponto ou fará uma pausa em sua reunião desta semana, na terça (21) e na quarta (22). Traders não veem mais muitas chances de um aumento maior, de meio ponto, que o presidente Jerome Powell havia colocado na mesa pouco antes do surgimento de preocupações com a estabilidade financeira.

Os rendimentos dos títulos da Austrália e da Nova Zelândia caíram menos de 10 pontos base depois que as taxas recuaram na curva no mercado de dívida dos EUA na sexta-feira.

O rendimento dos títulos do Tesouro de dois anos, sensível à política monetária, que caiu mais de 30 pontos-base na sexta, oscilou mais de 20 pontos-base pela sétima sessão consecutiva, à medida que os traders recalibraram as apostas de alta nas taxas. Uma leitura mais suave do que o esperado nas expectativas de inflação na sexta aumentou a pressão para baixo nos rendimentos.

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Os formuladores de políticas monetárias estão correndo para fortalecer a confiança de investidores após o colapso do Silicon Valley Bank e os problemas no Credit Suisse somados a preocupações mais amplas sobre a estabilidade financeira.

A aquisição do Credit Suisse pelo UBS, apoiada pelo governo da Suíça, busca lidar com as saídas de recursos de clientes e uma rota massiva de vendas de ações e títulos.

Enquanto isso, o Fed e outros cinco bancos centrais anunciaram uma ação coordenada para aumentar a liquidez nos acordos de swap do dólar americano para aliviar as tensões no sistema financeiro global.

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Em outros mercados, o Bitcoin foi negociado perto de seu nível mais alto desde junho em meio a uma ampla recuperação das criptomoedas diante da crise do sistema bancário.

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