Google sofre cobrança coletiva de funcionários após demissões em massa

Petição segue o anúncio de cortes de 6% na força de trabalho da companhia após pressão dos investidores para reduzir gastos no pós-pandemia

Carta de funcionários será enviada a Pichai nos próximos dias
Por Olivia Solon
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Bloomberg — Quase 1.400 funcionários da Alphabet (GOOGL), controladora do Google, assinaram uma petição pedindo melhor tratamento aos funcionários durante o processo de demissão, depois que a empresa anunciou que cortaria 12.000 empregos.

Em carta aberta endereçada ao CEO Sundar Pichai, os funcionários fizeram uma série de demandas à empresa, incluindo o congelamento de novas contratações, buscar demissões voluntárias antes das compulsórias, priorizar trabalhadores demitidos para preencher novas vagas e permitir que trabalhadores terminem períodos programados de folga remunerada, como licença parental e por luto.

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Os trabalhadores também pediram à Alphabet que evite demitir funcionários de países com conflitos ativos ou crises humanitárias, como a Ucrânia, e forneça apoio extra àqueles que correm o risco de perder sua residência vinculada ao visto junto com seus empregos.

“Os impactos da decisão da Alphabet de reduzir sua força de trabalho são globais”, disse a carta. “Em nenhum lugar as vozes dos trabalhadores foram consideradas corretamente e sabemos que, como trabalhadores, somos mais fortes juntos do que sozinhos.”

A petição segue o anúncio da Alphabet em janeiro de que cortaria cerca de 6% de sua força de trabalho após a pressão dos investidores para reduzir os gastos na crise pós-pandemia.

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Meta Platforms (META), Amazon (AMZN) e Microsoft (MSFT) estão entre as outras gigantes da tecnologia que reduziram o número de funcionários nos últimos meses, após anos de crescimento e contratações.

Um porta-voz da Alphabet não comentou imediatamente a petição. Quando Pichai anunciou os cortes de empregos em 20 de janeiro, ele disse em um e-mail aos funcionários que a empresa contratou para uma “realidade econômica diferente da que enfrentamos hoje” e que assumiu “total responsabilidade”.

Embora alguns funcionários do Google, principalmente nos Estados Unidos, tenham perdido seus empregos, o processo foi muito mais lento para aqueles em países com proteções trabalhistas mais fortes que são comuns na Europa.

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Funcionários do Google na Suíça, por exemplo, só souberam quais trabalhadores foram demitidos esta semana, provocando uma paralisação na quarta-feira (15).

A carta foi organizada por um grupo de funcionários apoiados por sindicatos, incluindo o Alphabet Workers Union, United Tech and Allied Workers e UNI Global. O grupo nasceu de discussões por meio de um canal Discord criado após o anúncio dos cortes de empregos.

Grupos sindicais têm ajudado a organizar diversos abaixo-assinados referentes aos layoffs em diversas unidades do Google e em diversos países onde está presente.

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Algumas das pessoas que assinaram a petição disseram à Bloomberg News que estão preocupadas com o fato de os processos de consulta exigidos por lei em alguns países terem se tornado um exercício de marcação de caixa.

O feedback da equipe para a gerência, incluindo resultados de pesquisas em que as pessoas manifestaram interesse em se voluntariar para horário reduzido, por exemplo, não foi levado em consideração, disseram eles.

Os trabalhadores planejam circular a petição por mais alguns dias antes de apresentar uma cópia física a Pichai na sede do Google, na Califórnia.

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