Bloomberg — O ritmo dos mercados continua sendo ditado nesta quinta-feira (16) pela crise bancária e o impacto que ela terá nas decisões de política monetária em meio à alta dos juros ao redor do mundo.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje a alta de meio ponto percentual nos juros, para 3%, em linha com o esperado e com o sinalizado na última reunião. A autoridade monetária, contudo, não sinalizou os próximo passos – algo que vinha fazendo nos últimos encontros.
Os investidores repercutem hoje a notícia de que o Banco Central da Suíça irá prover US$ 54 bilhões de liquidez ao Credit Suisse (CS) como uma forma de tentar estabilizar o banco, cuja crise se acentuou na quarta-feira (15) depois que seu maior acionista disse que não vai injetar mais capital no credor.
No Brasil, em dia de agenda mais esvaziada, a temporada de balanços corporativos, com os resultados de empresas como Cyrela (CYRE3) e Fleury (FLRY3), ganha destaque, assim como o novo arcabouço fiscal.
Por volta das 11h15 (horário de Brasília), o Ibovespa (IBOV) avançava 0,4%, negociado na casa dos 103 mil pontos, enquanto o dólar recuava após forte alta na sessão anterior. Na bolsa, destaque para a queda de petroleiras em mais um dia de perdas para o petróleo: as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) caíam 0,68% e 0,56%, respectivamente, enquanto as de 3R Petroleum (RRRP3) recuavam 1,69%.
Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego caíram na semana passada na maior queda desde julho, revertendo a maior parte do salto da semana anterior. Os pedidos diminuíram em 20 mil, para 192 mil na semana encerrada em 11 de março, abaixo dos 205 mil esperados em pesquisa da Bloomberg com economistas.
Todos as atenções estarão voltadas agora para a reunião de política do Federal Reserve na próxima semana, com os traders divididos sobre se o banco central aumentará as taxas de juros. Os preços de mercado agora sugerem que o Fed irá cortar as taxas em até 1% até o final do ano.
Confira o desempenho dos mercados nesta quinta-feira (16):
- O Ibovespa subia 0,35% por volta das 11h15 (horário de Brasília), negociado ao 103.030 pontos;
- O dólar à vista recuava 0,24%, a R$ 5,28;
- Nos EUA, os índices caíam: o Dow Jones recuava 0,83%, o S&P 500, 0,47%, enquanto o Nasdaq 100 tinha queda de 0,06%;
- Na Europa, as bolsas operavam em alta: o índice CAC-40, de Paris, subia 1,53%, por exemplo.
-- Atualização às 11h15 (horário de Brasília)
-- Com informações da Bloomberg News
Leia também
Credit Suisse vai tomar até US$ 54 bi em crédito com resgate do BC da Suíça
Americanas: credores estão dispostos a aceitar injeção de R$ 12 bi de Lemann









