Mercados recuam com impacto do Credit Suisse e expectativa de juro nos EUA

Investidores acompanham o noticiário sobre o setor bancário e ponderam sobre o crescimento moderado da China no primeiro bimestre deste ano

Estes são os eventos que orientam os investidores hoje
Por Bianca Ribeiro
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Barcelona, Espanha — O mercado está atento a desdobramentos da quebra do SVB e, embora tenha diminuído a tensão, ainda é grande a incerteza dos investidores sobre o rumo dos juros nos EUA ante o estresse do setor bancário. Nesta quarta (25), a queda de até 24% das ações do Credit Suisse afeta o sentimento de investidores, depois que o principal acionista rejeitou a hipótese de novas injeções de capital.

Nos EUA, a aceleração do núcleo da inflação (CPI) de fevereiro ampliou apostas de que é mais provável um aumento de 0,25 ponto porcentual dos juros do que uma pausa no aperto, mas não há consenso.

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Os futuros de índices dos Estados Unidos registravam perdas, assim como as bolsas europeias, ainda atentos ao cenário de incerteza sobre o rumo da política monetária e as perdas do setor bancário. Já na Ásia, as bolsas fecharam com ganhos, impulsionadas pelos dados da economia chinesa.

O prêmio do título norte-americano para 10 anos recuava para 3,559% às 7h29 (horário de Brasília). O dólar se apreciava, enquanto a libra e o euro se desvalorizavam.

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Nos demais mercados, os contratos de petróleo WTI subiam, enquanto o ouro perdia valor. Já o bitcoin registrava volatilidade, oscilando com pequenas variações em ambos sentidos.

→ O que move os mercados hoje

🗿 Fuga para os grandes. O Bank of America recebeu em três dias mais de US$ 15 bilhões em novos depósitos, em uma corrida dos poupadores por segurança gerada pela crise de confiança despertada pela quebra de três bancos menores. Esse volume dá uma mostra da enxurrada de depósitos que migraram para instituições consideradas grandes demais para falir como JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo, que ainda não divulgaram seus números.

🇨🇳 Avanço moderado. As vendas no varejo da China subiram + 3,5% no primeiro bimestre, enquanto a produção industrial cresceu +2,4%, em linha com as previsões. Houve um aumento de + 3,5% nas vendas de imóveis. Para analistas, os sinais são positivos, mas afastam a expectativa de um boom de crescimento no país, com menor contribuição para a recuperação global.

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🛣️ Corrida tech. A Coreia do Sul vai investir até 2026 cerca de US$ 422 bilhões na área de chips, baterias, carros elétricos, robôs, telas e biotecnologia, em um esforço para avançar na corrida global acirrada pela supremacia tecnológica. O plano dá impulso à Samsung, que planeja desembolsar cerca de US$ 229 bilhões nas próximas duas décadas para construir um novo complexo de fabricação de chips nos arredores de Seul.

🔄 Risco de contágio? O colapso do SVB alimenta preocupações com a exposição do SoftBank a startups, levando as ações a uma queda de 13% em quatro sessões. A empresa afirmou que não espera um grande impacto da quebra do SVB, mas poucos investidores acham que ela sairá ilesa. Segundo analistas, o cenário pode levar o SoftBank a levantar dinheiro com a venda de ações do Alibaba e proteger algumas de suas startups.

📄 Mais regulação. O Fed estuda mudanças nas regras de regulação de bancos de médio porte, com ativos entre US$ 100 bilhões e US$ 250 bilhões, após a quebra de três credores desse perfil na semana passada. Segundo fontes consultadas pela Bloomberg, uma das alternativas em consideração pode afetar os chamados testes de estresse, que examina a capacidade dos credores de resistir a uma crise.

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💵 Salário menor. O HSBC cortou em 25% o salário base de alguns de seus banqueiros seniores recém-promovidos no Reino Unido, antecipando-se a uma mudança de regra no Reino Unido que permitiria bônus mais altos. Segundo fontes consultadas pela Bloomberg, em algumas áreas, os novos diretores-administrativos recebem agora cerca de £225.000, em comparação com £300.000 pagos a quem já ocupa o mesmo cargo.

🚘 Força dos elétricos. A BMW acredita que as vendas de modelos 100% elétricos e de seus carros mais caros ajudará a manter as margens de lucro estáveis em 2023. Depois de dobrar as vendas de carros movidos apenas a bateria no ano passado, a BMW estima que neste ano eles responderão por 15% das entregas, chegando a 20% do total em 2024 e a 50% “bem antes de 2030″.

Os mercados está manhã

🟢 As bolsas ontem (14/03): Dow Jones Industrials (+1,06%), S&P 500 (+1,65%), Nasdaq Composite (+2,14%), Stoxx 600 (+1,53%), Ibovespa (-0,18%)

A recuperação das bolsas dos EUA se apoiou na expectativa de que o pior do estresse no setor bancário já foi superado. A aceleração do núcleo de inflação (+0,5%) de fevereiro acima das expectativas (+0,4%) manteve a incerteza em torno da decisão do Fed na próxima semana.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.

Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: IPP/Fev, Vendas no Varejo/Fev, Estoques de Empresas/Jan, Índice de Compras MBA, Índice Empire State de Atividade Industrial, Fluxo Líquido de Capital/Jan, Índice NAHB do Mercado Imobiliário, Pedidos de Hipotecas, Estoques de Petróleo Bruto

• Europa: Zona do Euro (Produção Industrial/Jan, Total de Ativos da Reserva/Fev); Alemanha (Índice de Preços por Atacado/Fev, Saldo de Transações Correntes); França (IPC/Fev)

• Ásia: Japão (Balança Comercial/Fev, Investimento Estrangeiro em Ações); China (Preços de Imóveis/fev)

• América Latina: Brasil (Fluxo Cambial Estrangeiro)

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

(Com informações da Bloomberg News)

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Bianca Ribeiro

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