Cinco coisas que você precisa saber para começar o dia

Confira os principais temas que vão ditar o sentimento dos mercados nesta quarta-feira (15)

Sede do Credit Suisse em Zurique, na Suíça: banco de novo sob os holofotes dos mercados globais
PUBLICIDADE
Últimas cotações

Bloomberg Línea — Investidores no mundo acompanham nesta quarta-feira a forte queda das ações do Credit Suisse (CS), que chegou a ser de 21% nesta manhã na Bolsa de Zurique depois que um de seus principais acionistas descartou a hipótese de novas injeções de capital.

Além disso, investidores seguem monitorando qualquer sinal que possa indicar os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação ao aperto monetário, ao mesmo tempo em que ficam de olho no sistema bancário após a quebra do Silicon Valley Bank (SVB).

PUBLICIDADE

Com o colapso do SVB, foram registrados mais de US$ 15 bilhões em novos depósitos em questão de dias no Bank of America (BAC).

Ontem (14), Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos desacelerou para 0,4% em fevereiro.

Na China, a divulgação de dados econômicos mostram sinais positivos, mas afastam a perspectiva de um crescimento intenso no país.

PUBLICIDADE

No cenário corporativo, a Apple (AAPL) anunciou que adiará o bônus para algumas divisões corporativas e ampliará um esforço de corte de custos.

A Meta (META), por sua vez, planeja demitir cerca de 10.000 funcionários e fechar perto de 5.000 vagas adicionais em sua segunda grande rodada de cortes de empregos nos últimos seis meses.

São divulgados hoje os resultados de empresas como Yduqs (YDUQ3) e Marisa (AMAR3).

PUBLICIDADE

Confira as notícias que devem movimentar os mercados nesta quarta-feira (15):

1. Credit Suisse leva junto mercados

Novas turbulência no Credit Suisse (CS) abalam as ações de bancos europeus e prejudicam o sentimento no mercado futuro dos Estados Unidos, com investidores cautelosos após as quebras de bancos regionais nos últimos dias. Os títulos do Tesouro subiram devido à procura de refúgios.

O índice de referência de ações Stoxx 600 da Europa caía 2% no fim da manhã na Europa, com um índice de bancos recuando mais de 5%. As ações do Credit Suisse caíam pela oitava sessão consecutiva depois que um dos principais acionistas descartou novos aportes, enquanto o custo do seguro de inadimplência da dívida de curto prazo do banco suíço se aproximava de níveis problemáticos.

PUBLICIDADE

Os contratos do S&P 500 e do Nasdaq 100 oscilaram antes de cair, à medida que uma recuperação nos bancos regionais se esvaiu nas negociações de pré-mercado. O rendimento do Tesouro de 10 anos caiu 12 pontos base. Um indicador da força do dólar teve ganhos após quatro dias de quedas.

O nervosismo renovado no setor bancário está complicando a tarefa dos formuladores de políticas que ainda enfrentam pressões inflacionárias e precisam garantir a estabilidade do sistema financeiro.

O preço dos swaps está de volta à posição para que o Federal Reserve (Fed) eleve as taxas em um quarto de ponto percentual na próxima semana, depois que as chances de um aumento caíram para quase 50%-50% na segunda-feira (13). O Banco Central Europeu (BCE) é visto apertando em 50 pontos base na quinta-feira (16).

2. Bancos de Wall Street se beneficiam

Após o colapso repentino de três bancos de menor porte nos Estados Unidos, as grandes instituições financeiras do país tiveram um salto em depósitos diante do medo de que a crise se espalhe.

Só o JPMorgan (JPM), o maior banco dos Estados Unidos, recebeu bilhões de dólares nos últimos dias, enquanto Bank of America, Citigroup e Wells Fargo também atraíram um volume maior do que o normal, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Bloomberg News. Representantes dos bancos não quiseram comentar ou não responderam a pedidos de comentário.

3. Recuperação da China

A China relatou uma recuperação nos gastos do consumidor, na produção industrial e no investimento neste começo de ano, depois que as restrições ao coronavírus foram suspensas, enquanto alertou sobre os riscos para a recuperação da economia à medida que o desemprego aumentava e o investimento imobiliário continuava em queda.

As vendas no varejo aumentaram 3,5% em janeiro e fevereiro em comparação com o mesmo período do ano passado, informou o Departamento Nacional de Estatísticas nesta quarta.

A produção industrial aumentou 2,4% e o investimento em ativos fixos cresceu fortemente, à medida que os governos locais aumentaram os gastos com infraestrutura para estimular a recuperação. No entanto, a taxa de desemprego aumentou, apontando para a fraqueza da demanda doméstica.

Os números estavam amplamente alinhados com as estimativas dos economistas e surgiram depois que Pequim sinalizou que forneceria um estímulo fiscal semelhante à economia do ano passado, apostando nos consumidores para impulsionar a recuperação.

Economistas disseram que os dados são consistentes com o fato de a China atingir sua meta de crescimento de cerca de 5% do PIB este ano, um impulso significativo para a demanda global, já que as economias dos EUA e da Europa enfrentam temores de recessão.

4. Manchetes do dia

Estadão: Governo Lula adota modelo sem transparência para repasses de dinheiro indicados pelo Congresso

Folha de S. Paulo: Alesp toma posse com nova elite, oposição ampliada e recorde de mulheres e negros

O Globo: Nova regra fiscal que será apresentada ao presidente Lula prevê zerar o rombo nas contas públicas em 2024

Valor Econômico: Produtividade cai em 2022 e cenário para 2023 segue pouco animador

5. Agenda

O dia hoje é repleto de divulgação de dados nos Estados Unidos, a começar pelo núcleo do IPP, de vendas no varejo, empire state de atividade industrial, IPP e vendas no varejo às 9h30, no horário de Brasília.

Às 11h são divulgados os estoques das empresas e o nível de estoques do varejo excluindo automóveis, enquanto às 11h30 são publicados os estoques de petróleo bruto e os estoques de petróleo. Por fim, às 17h são divulgadas as transações líquidas de longo prazo referentes a janeiro.

- Com informações da Bloomberg News.

Leia também

Carteira de US$ 74 bi do SVB atrai fundos de private equity, do Apollo ao Carlyle

Quebras de bancos menores provocam corrida para gigantes de Wall Street

Latam planeja listar ADRs em NY e voltar ao mercado de títulos após recuperação