Bloomberg — A BlackRock (BLK) lançou dois fundos de private equity com foco em indivíduos ricos na Europa, em uma estratégia da maior gestora de ativos do mundo para aproveitar o crescente apetite por investimentos alternativos entre clientes de alta renda.
O grupo de Nova York espera levantar cerca de 1 bilhão de euros (US$ 1,1 bilhão) ou mais para os novos Fundos Europeus de Investimento de Longo Prazo, disse em entrevista Edwin N. Conway, chefe global da BlackRock Alternatives. A BlackRock captou anteriormente cerca de 1 bilhão de euros para dois fundos semelhantes.
“O desafio que nós e nossos parceiros enfrentamos é que a comunidade de alta renda tem demorado mais para adotar ativos alternativos”, disse Conway. “À medida que saímos de momentos de incerteza, esperamos ver uma aceleração bastante significativa na demanda.”
Embora investidores ricos na Europa aloquem menos de 2% de suas carteiras em ativos alternativos, essa fatia pode aumentar para cerca de 20% ao longo do tempo, em meio ao maior interesse por exposição a classes de ativos como private equity, infraestrutura e crédito privado, disse Conway.
Outras grandes gestoras de fundos alternativos, como a KKR & Co., buscam capturar mais investidores que buscam diversificar com esses ativos diante da turbulência das bolsas. A Blackstone iniciou um fundo de crédito privado destinado a investidores europeus de alta renda, informou a Bloomberg News no ano passado.
Um dos novos fundos da BlackRock – o BlackRock Private Equity ELTIF – vai incluir entre 25 e 30 coinvestimentos e exigir uma alocação mínima de 30 mil euros. O outro — BlackRock Future Generations Private Equity Opportunities ELTIF — investirá em cinco áreas: boa saúde e bem-estar, clima, recursos, educação e inclusão financeira.
Ambos terão foco em empresas na Europa, América do Norte e Ásia, com alvo em investimentos em crescimento de patrimônio e capital de risco, bem como aquisições tradicionais.
O braço de investimentos alternativos da BlackRock planeja se expandir em uma série de estratégias, como infraestrutura, private equity, crédito privado, hedge funds e imóveis, disse Conway. A empresa administra cerca de US$ 322 bilhões em ativos por meio de seus 50 escritórios globais.
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