PwC diz à Justiça que não tem responsabilidade sobre o rombo da Americanas

Auditoria disse que o caso é complexo e futuras medidas judiciais ainda precisarão ser tomadas para apurar responsabilidades

Empresa chama ação na Justiça de associação de defesa do consumidor de 'sensacionalista'

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Bloomberg Línea — Em defesa apresentada à Justiça do Rio de Janeiro, a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) negou ter responsabilidade sobre o rombo de R$ 20 bilhões nas contas da Americanas (AMER3).

A empresa, responsável por auditar os balanços da varejista há quatro anos, disse não ter relação com as “inconsistências contábeis” e que o caso trata de uma “questão complexa e controvertida” que ainda vai exigir futuras medidas judiciais. É a primeira vez que a empresa se manifesta publicamente desde que o rombo veio à tona em 11 de janeiro.

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A ação foi movida contra a PwC e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador (Abradecont). Nela, a entidade pede o bloqueio de bens da PwC e que a auditoria seja proibida de divulgar relatórios “que tenham por objetivo o mercado de ações”. Da CVM, pediu a apresentação de todos os procedimentos movidos contra a varejista.

Em resposta no processo, a PwC disse que a ação tem “caráter sensacionalista” e aponta que medidas “fora de propósito” podem causar “colossais prejuízos” a suas atividades. Também alegou que “nada do que se alega permite formular qualquer juízo a respeito da responsabilidade da PwC pelas inconsistências contábeis” da Americanas.

A empresa varejista está em recuperação judicial desde 19 de janeiro com mais de R$ 40 bilhões em dívidas - a empresa inicialmente alegou débitos de R$ 41,2 bilhões, mas a administração judicial disse que são na verdade R$ 47,9 bilhões em dívidas.

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