Copom não descarta aumento nos juros e mais 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais temas que vão ditar o sentimento dos mercados nesta terça-feira (7)

Fachada do Banco Central do Brasil
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Bloomberg Línea — Os investidores voltam a ficar de olho nos juros nesta terça-feira (7), com o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, às 14h40 (horário de Brasília).

No Brasil, o Banco Central divulgou mais cedo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano. No documento, a autoridade monetária aponta um cenário um “pouco menos desafiador” globalmente, mas não descarta futuros aumentos nos juros, caso necessário.

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Na segunda-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a taxa Selic e a meta de inflação.

No cenário corporativo, as ações do grupo indiano Adani estão se recuperando após perder bilhões de dólares. Já na temporada de balanços, destaque para os números do quarto trimestre de 2022 do Itaú Unibanco (ITUB4) após o fechamento do pregão.

Confira as notícias que devem movimentar os mercados nesta terça-feira (7):

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1. Ata do Copom

A ata do Copom, divulgada nesta manhã, não descarta um possível aumento de juros, caso seja necessário.

Segundo os membros, o comitê “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado” e que “é necessário manter a vigilância, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por um período mais prolongado do que no cenário de referência será capaz de assegurar a convergência da inflação”.

Aumentos frequentes nas projeções para a inflação têm levado economistas a estimarem juros mais altos por mais tempo.

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2. Banco Central, Lula e Campos Neto

O presidente Lula voltou a criticar o Banco Central e o atual patamar da Selic. Segundo ele, “não existe justificativa nenhuma para que a taxa de juros esteja no patamar atual”. “É só ver a carta do Copom para a gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros”, disse o presidente.

As falas foram ditas durante a posse de Aloizio Mercadante no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na segunda-feira (6). Na semana passada, Lula criticou a autonomia do BC em entrevista à RedeTV.

3. Mercados

As ações avançam e os futuros de ações dos Estados Unidos sobem antes dos comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que devem moldar as opiniões sobre a trajetória das taxas do banco central.

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Na Ásia, o iene avançou depois que os dados salariais do Japão ultrapassaram as estimativas, alimentando as apostas de que o banco central irá ajustar ou se afastar de seu programa de estímulo sob um novo governador.

As ações do grupo Adani subiram, interrompendo uma queda que ultrapassou US$ 100 bilhões, já que os fundadores do conglomerado pagaram antecipadamente algumas dívidas e os traders cobriram posições vendidas.

4. Manchetes do dia

Estadão: ‘Supercomissão’ do Senado herda R$ 6,5 bilhões do orçamento secreto e supera recursos de 6 ministérios

Folha de S. Paulo: Criticado pelo governo, presidente do BC pode ser exonerado por descumprir metas de inflação

O Globo: Em meio a racha no PL, Lula busca dissidentes no partido de Bolsonaro para ampliar base do governo

Valor Econômico: Rumo a uma segunda recuperação judicial, Oi terá que renegociar R$ 35 bilhões

5. Agenda

Nos Estados Unidos, às 10h30, horário de Brasília, são divulgados dados sobre exportações, importações, bem como a balança comercial referente a dezembro. Às 14h acontece a divulgação da perspectiva do mercado de petróleo e gás de curto prazo da EIA e, às 15h, o leilão americano note a três anos. Para fechar o dia nos EUA, às 18h30 será publicado o estoque de petróleo bruto semanal API.

Na zona do euro, acontece às 14h o pronunciamento de Schnabel, do Banco Central Europeu.

-- Com informações da Bloomberg News

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