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Desafios da XP chegam a Aspen

Também no Breakfast: Volta a discussão sobre impostos aos mais ricos; Domestika enxuga escritórios um ano após captar US$ 110 mi e O que opinam bancos e reguladores em Davos sobre criptoativos?

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

Um dos destinos preferidos de brasileiros de alta renda para o turismo de neve norte-americano, a cidade de Aspen, no estado do Colorado, famosa estação de esqui em montanhas brancas como Snowmass, Highlands e Buttermilk, recebeu dezenas de visitantes brasileiros nos últimos dias.

Eram clientes e convidados impactados pela estratégia de marketing da XP, que inclui oferecer experiências a um seleto grupo de influenciadores, de olho na repercussão nas redes sociais.

O patrocínio às estações de esqui reflete uma das iniciativas da maior corretora do país para tentar atrair o público de alta renda, mas, por outro, segundo executivos da própria plataforma que pediram para não serem identificados, contrasta com o discurso de buscar ganho de eficiência em um momento de contínua desaceleração do mercado diante das taxas de juros de dois dígitos. A prévia operacional do quarto trimestre, divulgada esta semana, deu novos contornos ao desafio.

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Leia mais: XP: desaceleração, busca de eficiência e gastos com marketing em Aspen

Captação cai mais que o esperado pelo mercado enquanto plataforma investe em ações de marketing voltada para o público de alta renda, como festas nos EUA

No Radar

Os temores de uma desaceleração acentuada da economia aumentaram após indicadores norte-americanos apontarem perda de fôlego tanto no varejo como no setor manufatureiro em dezembro. Ainda que os preços aos produtores (IPP) também tenham retrocedido no período, a sinalização do Federal Reserve (Fed) continua sendo dura em relação ao aperto monetário.

📉 Correlação quebrada. Enquanto os investidores pesam os riscos dessa perda de força da economia e as perspectivas para as taxas de juros, as ações recuam e sobe o valor nominal dos títulos do Tesouro. Em apenas dois dias, os prêmios dos títulos dos EUA com vencimento em 10 anos caíram 22 pontos básicos, levando a taxa de retorno ao nível mais baixo desde meados de setembro. Assim, a estreita correlação entre títulos e ações foi quebrada.

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🔝 Oferta exuberante. O mercado global de dívida está agitado desde o começo do ano, com empresas e governos à procura de investidores para levantar recursos. Segundo dados compilados pela Bloomberg, a emissão global de títulos governamentais e corporativos chegou a US$ 586 bilhões até 18 de janeiro, a maior marca para o período. A previsão da Bloomberg Intelligence é que os títulos com grau de investimento dos EUA darão um retorno de 10% este ano, depois de terem registrado em 2022 o pior rendimento em meio século.

👷 Empregos em risco. A sombra de uma recessão vem justificando a onda de cortes de empregos em setores como finanças e tecnologia. A Amazon começou a maior rodada de demissões de sua história, a Microsoft avisou que reduzirá sua equipe em 5% e o Goldman Sachs está demitindo mais de 3.200 pessoas.

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (18/01): Dow Jones Industrials (-1,81%), S&P 500 (-1,56%), Nasdaq Composite (-1,24%), Stoxx 600 (+0,40%), Ibovespa (+0,71%)

Os mercados acionários dos EUA foram atingidos por dados econômicos que reavivaram o medo de uma recessão que afete os lucros corporativos. O índice de preços ao produtor caiu 0,5% em dezembro, enquanto as vendas no varejo tiveram a maior queda em um ano e o setor manufatureiro fechou o trimestre mais fraco desde o início da pandemia. Apesar disso, James Bullard (Fed-St Louis) disse que o ciclo de alta de juro está perto de uma “zona restritiva”, mas que “ainda não estamos lá”.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Licenças de Construção/Dez; Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego, Índice do Fed-Filadélfia

• Europa: Zona do Euro (Transações Correntes/Nov); Reino Unido (Pesquisa de Condições de Crédito-BoE; Confiança do Consumidor-GFK/Jan); Espanha (Balança Comercial); Portugal (Transações Correntes/Nov)

• Ásia: Japão (IPC/Dez)

• América Latina: Brasil (Taxa de Desemprego); Argentina (Balança Comercial/Dez)

• Bancos centrais: Discurso de John Williams e Lael Brainard-Fed, Christine Lagarde e Isabel Schnabel-BCE

• Balanços: Procter & Gamble, Netflix, Kimberly-Clark e Deliveroo

📌 Para amanhã:

EUA (Vendas de Casas Usadas/Dez) Reino Unido (Vendas no Varejo/Dez); Alemanha (IPP/Dez); México (Vendas no Varejo/Nov); Bancos centrais (Discursos de Patrick Harker e Christopher Waller-Fed, Christine Lagarde-BCE, Joachim Nagel-Bundesbank); Balanços (Bioasis Technologies)

Destaques da Bloomberg Línea:

Gestores veem ambiente ruim para o mercado brasileiro e temem revisão de lucros

Americanas: Justiça suspende proteção que impedia cobrança de R$ 1,2 bi pelo BTG

Lula defende aumentar impostos sobre os mais ricos em reforma tributária

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Unicórnio espanhol Domestika enxuga escritórios um ano após captar US$ 110 mi | Microsoft planeja cortar 10 mil empregos em mudança que custará US$ 1,2 bilhão | Em Davos, bancos e reguladores encontram ponto em comum sobre criptoativos

• Opinião Bloomberg: EUA têm sério problema de desperdício de comida - que poderia solucionar a fome

• Pra não ficar de fora: Gráfico do dia: Efeito Americanas

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