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O que será da nova Americanas

Também no Breakfast: China quer ter poder na maior arena de internet do mundo, Argentina enfrenta a maior inflação em três décadas e O que esperar dos balanços bancários?

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

“O tamanho do que tem que ser feito não era necessariamente aquilo que eu queria em um primeiro momento, de ir para a Americanas e enveredar em um projeto muito forte de crescimento.”

Assim Sergio Rial respondeu a um investidor que o questionou na conferência desta quinta-feira (12) sobre por que não quis seguir no comando da empresa se acredita na sua recuperação. A resposta do executivo, que disse que irá assessorar a nova gestão, deu o tom do que os cerca de 150 mil acionistas devem esperar da gigante varejista que protagoniza o maior escândalo contábil do país em muitos anos.

Isso significa que o caminho para a normalização do negócio e do crescimento será complexo e que o investimento em ações da companhia se tornará uma decisão de alocação de longo prazo. Alguns analistas preferiram cancelar a estimativa de preço-alvo enquanto não houver clareza sobre os números.

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Leia mais: Americanas: em vídeo, Rial expõe visão para os próximos passos na crise

Ex-CEO da rede varejista fala em dívida bruta de ‘R$ 30 bi a R$ 35 bi’, diz que capitalização vai acontecer e sinaliza fase com crescimento mais baixo

No Radar

Confirmada a desaceleração dos preços nos Estados Unidos em dezembro, os investidores mostram mais confiança na redução de ritmo de alta dos juros e monitoram sinalizações de membros do Federal Reserve (Fed). Nesta jornada, o foco também estará nos balanços de grandes bancos norte-americanos.

👁️ Quando termina o aperto? Depois que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) veio em linha com as previsões e alguns diretores do Fed sinalizaram com a perspectiva elevar o juro em 0,25 ponto percentual daqui para frente, o mercado quer pistas sobre quando termina o aperto monetário. Para James Bullard, do Fed de San Luis, ainda é preciso levar a taxa acima de 5%.

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🏦 Risco nas alturas. Na espera pelas demonstrações financeiras de alguns dos grandes bancos dos EUA no último trimestre de 2022, o mercado avalia um levantamento da Bloomberg mostrando que o setor está sobrecarregado de empréstimos e títulos de risco, em um montante calculado em US$ 40 bilhões, com exposição mais forte de Bank of América, Barclays e Morgan Stanley.

🧧 Mais poder. Entidades do governo chinês se articulam para assumir as chamadas “golden shares” em unidades das empresas Alibaba e Tencent, o que pressupõe um maior poder de decisão sobre os principais jogadores na maior arena mundial da Internet.

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (12/01): Dow Jones Industrials (+0,64%), S&P 500 (+0,34%), Nasdaq Composite (+0,64%), Stoxx 600 (+0,63%) , Ibovespa (-0,59%)

As ações dos EUA tiveram um dia de volatilidade e fecharam em alta com a notícia de desaceleração dos preços nos EUA. Após a divulgação do IPC, os presidentes do Fed de Philadelphia, Patrick Harker, e do Fed de Richmond, Thomas Barkin, sinalizaram que o banco central poderia adotar aumentos de taxas da ordem de 0,25 ponto porcentual no futuro.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Preços de Bens Importados e Exportados/Dez, Índice Michigan de Confiança do Consumidor/Jan

• Europa: Zona do Euro (Produção Industrial/Nov, Balança Comercial/Nov) Reino Unido (PIB, Produção do Industrial e do setor de Construção/Nov, Balança Comercial/Nov), Alemanha (PIB); França e Espanha (IPC/Dez); Itália (Produção Industrial/Nov)

• Ásia: China (Balança Comercial/Dez)

• América Latina: Brasil (IBC-Br/Nov)

• Bancos Centrais: (Discurso de Patrick Harker e Neel Tushar Kashkari (Fed)

• Balanços: United Health, JPMorgan, Bank of America, Wells Fargo, BalckRock, Citigroup, Bank of NY Mellon, Delta Airlines

📌 Para segunda-feira:

Feriado nos EUA; Zona do Euro (Índice Zew/Jan, Total de Ativos da Reserva/Dez, Encontro do Eurogrupo); Alemanha (Índice Zew/Jan, IPP/Dez); França (Balanço Orçamentário); China(PIB/4T22; Produção Industrial/Dez, Vendas no Varejo/Dez); Balanços ( United Microeletronics)

Destaques da Bloomberg Línea:

Americanas: analistas alertam para novas incertezas após revelação de ‘rombo’

Governo busca reduzir déficit primário para até 1% do PIB com novas medidas

Após ano de cortes, Ebanx promove mudanças na gestão em busca de agilidade

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Mercado está louco para melhorar se houver ajuda do governo, diz Mansueto | China se articula para assumir “golden shares” em Alibaba e Tencent | Argentina registra avanço da inflação anual para 95%, a maior em três décadas

• Bloomberg Opinion: McDonald’s precisa se explicar à SEC em meio a mentiras do ex-CEO

• Pra não ficar de fora: Calculadora de inflação: saiba como corrigir valores de aluguel a carro e salário

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Equipe Breakfast: Michelly Teixeira (Editor/Newsletter Coordinator), Bianca Ribeiro (Content Producer) e Mariana d’Ávila (Assistant Editor, Brazil)