Petróleo recua com preocupações sobre crescimento, mas mantém ganhos semanais

Temores sobre o crescimento econômico pesam nas perspectivas para a demanda por petróleo, que cai mais de 1% nesta sexta-feira (16)

Mesmo assim, os contratos futuros sobem quase 5% na semana
Por Yongchang Chin
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Bloomberg — O petróleo recua nesta sexta-feira (16), em linha com as bolsas mundiais, com os mercados pressionados pelas perspectivas de aumento das taxas de juros ao redor do globo.

O petróleo tipo West Texas Intermediate (WTI) caiu abaixo de US$ 75 o barril nesta manhã, em meio à preocupação de que a determinação dos bancos centrais em continuar sua luta contra a inflação leve as economias a uma recessão. Mesmo assim, os contratos futuros sobem quase 5% na semana.

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Também pressionam a commodity sinais de que os fluxos russos para a Ásia estão caindo por conta do teto de preços, enquanto a Agência Internacional de Energia disse esta semana que os preços do petróleo podem subir no ano que vem, à medida que as sanções pressionam a oferta do país.

Este fim de ano tem sido desafiador para o petróleo, que sofre com a falta de mercados físicos e com a interrupção limitada do fornecimento da Rússia pesando sobre os preços. Embora as perspectivas tenham melhorado nos últimos dias, à medida que os números da inflação nos Estados Unidos desaceleraram e a China segue no caminho para reabrir sua economia, os bancos centrais adotaram um tom agressivo nas principais decisões de política monetária nesta semana.

“A perspectiva de mais aperto desanima os ativos de risco”, disse Stephen Brennock, analista da PVM Oil Associates. “Os alertas de mais aumentos de juros em todos os setores reacenderam os temores sobre o crescimento econômico, o que, por sua vez, pesou nas perspectivas para a demanda por petróleo.”

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Confira os preços do petróleo nesta sexta-feira (16):

  • O WTI com vencimento em janeiro caía 1,88%, a US$ 74,68 o barril, por volta das 9h15 (horário de Brasília);
  • O petróleo tipo Brent com prazo para fevereiro recuava 1,80%, a US$ 79,75 o barril;

A rápida flexibilização da política de zero covid na China gerou otimismo sobre as perspectivas de longo prazo para a demanda, embora a previsão de curto prazo seja incerta com o aumento no número de casos do vírus. Na avaliação de Mike Muller, chefe do Grupo Vitol para a Ásia, o consumo pode se recuperar já no segundo trimestre do próximo ano.

O maior fundo negociado em bolsa (ETF) de petróleo também mostrou alguns sinais de diminuição do apetite dos investidores nos últimos dias. Esta semana, o fundo de índice US Oil Fund registrou sua maior saída diária em mais de dois anos.

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