Bolsas em NY caem até 3% com temor de juros altos apesar de risco de recessão

S&P 500 encerrou com queda de 2,49%, a maior em três meses, e Nasdaq afundou 3,23% diante de ajuste de posições ante cenário econômico mais sombrio

Investidores digerem sinalização mais agressiva de Jerome Powell, do Federal Reserve
Por Vildana Hajric - Srinivasan Sivabalan
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Bloomberg — Os principais índices de ações dos Estados Unidos tiveram um de seus piores dias em três meses nesta quinta-feira (15), depois que uma nova onda de aumento de taxas de juros por parte de bancos centrais, em especial o Federal Reserve e o Banco Central Europeu, reforçou o temor sobre o impacto na economia.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou 2,49%, na maior queda em três meses, enquanto o índice Nasdaq 100, com grande exposição ao setor de tecnologia, caiu 3,23%.

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Na véspera (14), o presidente do Fed, Jerome Powell, reiterou a postura hawkish da política monetária para o próximo ano, sinalizando uma taxa máxima acima das expectativas do mercado. O índice de referência de ações da Europa, o Stoxx 600, fechou em queda de 2,83% depois que o BCE estimou nesta quinta uma inflação mais alta para 2024 do que a prevista anteriormente.

Neste contexto, o dólar se fortaleceu, enquanto o euro oscilou brevemente depois que a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que o banco central precisa ser mais agressivo do que os traders precificaram. No Reino Unido, a libra caiu depois de uma alta esperada de meio ponto percentual dos juros pelo Banco da Inglaterra, para o patamar de 3,5%, o mais elevado em 14 anos.

Um breve rali das ações globais, provocado por dados de inflação mais baixos nos Estados Unidos, foi interrompido na quarta-feira (14), depois que o Fed tentou dissipar as esperanças de um corte de juros no próximo ano. Powell reafirmou que o banco central não recuará em sua luta contra a inflação, apesar dos crescentes temores de perda de empregos e recessão.

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“Os mercados estão em um cabo de guerra entre dados econômicos melhores do que o esperado e preocupações sobre o potencial do Fed de apertar demais a política monetária e empurrar a economia para uma recessão”, disse Art Hogan, estrategista-chefe da B. Riley Wealth.

Os investidores também estão analisando uma série de dados econômicos dos EUA nesta quinta-feira. Embora as vendas no varejo tenham sido piores do que o esperado, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego ficaram melhor do esperado, ressaltando a força do mercado de trabalho.

“O consumidor tem resistido em meio à inflação elevada e aos juros crescentes, mas os preços altos e as conversas sobre uma recessão podem fazer com que alguns agora duvidem de suas carteiras”, disse Mike Loewengart, do Morgan Stanley (MS). “Tem sido uma semana movimentada para os investidores com o Fed e o BCE aumentando as taxas, então não deve ser uma surpresa ver um mercado instável.”

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