Bloomberg — O dólar subia e as ações caíam na Ásia no início de uma semana crucial para os mercados, com decisões sobre taxas de juros do Federal Reserve, do Banco Central Europeu e de uma série de seus pares.
O dólar obteve ganhos em relação ao iene, ao euro e ao yuan offshore no início do pregão desta segunda-feira (12), noite de domingo no Brasil. As ações caíam no Japão, na Coréia do Sul e na Austrália e os futuros de ações indicaram uma provável queda para Hong Kong.
Uma queda no final do dia nas ações dos Estados Unidos na sexta-feira (9) quebrou a calma que prevaleceu durante a maior parte do pregão, com o S&P 500 fechando perto das mínimas do dia. O Dow Jones teve sua pior queda semanal desde setembro. Os contratos futuros de ações dos EUA caíram na Ásia na segunda-feira.
O petróleo subiu, recuperando-se após a maior perda semanal desde abril. O ouro caiu ligeiramente.
O rendimento de 10 anos do Tesouro pouco mudou após um salto na sexta-feira que o levou para pouco menos de 3,6%.
Os temores de recessão ressurgiram antes da decisão do Fed na quarta-feira (14), quando os formuladores de política monetária do FOMC devem reduzir o ritmo de aumento da taxa de juros de 75 para 50 pontos-base. Isso levaria a taxa para o intervalo entre 4,25% e 4,50% na última reunião do ano.
No entanto autoridades que incluem o presidente Jerome Powell também enfatizaram que os custos dos empréstimos precisarão permanecer restritivos por algum tempo, colocando-os em desacordo com alguns investidores que apostam em cortes nas taxas no final de 2023.
O BCE tomará sua decisão na quinta-feira (15), com estimativas de consenso para que também entregue uma alta de 50 pontos-base. Os mercados também observam nesta semana as decisões do Banco da Inglaterra e das autoridades monetárias de México, Noruega, Filipinas, Suíça e Taiwan.
Mais imediatamente nesta semana, porém, todos os olhos estarão voltados para os dados de inflação ao consumidor (o CPI) dos Estados Unidos em novembro, que sai na manhã de terça-feira (13), antes da reunião do Fed. A previsão é a de que os preços continuem desacelerando.
“Caso vejamos o núcleo do índice de preços ao consumidor dos EUA acima de 6,3% [na taxa anual], o dólar americano deve subir forte e ações devem encontrar vendedores”, escreveu Chris Weston, chefe de pesquisa do Pepperstone Group Ltd., em nota.
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