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Clube dos ex-bilionários

Também no Breakfast: Quem é a poderosa família Al Thani, crise cripto chega aos caixas de bitcoin e os impactos econômicos dos protestos na China

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

Há pouco mais de um ano, o ministro Paulo Guedes ganhou uma estátua no coração do centro financeiro do país, a Faria Lima, em São Paulo. A obra foi uma homenagem de uma das empresas novatas que mais se beneficiaram dos anos de euforia do mercado de capitais do país, o TC, que se popularizou entre investidores como Traders Club, ao mesmo tempo em que atraiu críticos e seguidores.

Os tempos de efervescência do TC, próximo aos grandes bancos de investimentos e assets da Faria Lima, ficaram para trás com o fim do ciclo de juros baixos. Milhares de investidores migraram boa parte de seus recursos para o porto seguro das aplicações de renda fixa, em busca de maior rentabilidade e de proteção dos ativos.

Fundado em 2015 por Pedro Albuquerque, Israel Massa e Rafael Ferri, o TC experimentou ascensão meteórica até abrir o capital na B3 em julho do ano passado, dias antes da “inauguração” da estátua. No auge, pouco depois desse momento, chegou a valer quase R$ 4 bilhões. De lá para cá, no entanto, TC já encolheu perto de R$ 3,5 bilhões: vale hoje cerca de R$ 530 milhões, o que representa queda de 79% de valor de mercado em pouco mais de um ano como companhia aberta.

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⇒ Leia mais: Do clube do bilhão a small cap: os desafios do TC após queda de 80% das ações

Plataforma antes voltada ao investidor de varejo diversifica receitas, mas queima caixa e sofre desconfiança do mercado; CEO Pedro Albuquerque rebate críticas em entrevista

No Radar

Os investidores optam pela cautela ante a crescente agitação na China, com protestos violentos contra a política Covid Zero do governo de Xi Jinping. Ao mesmo tempo, monitoram hoje o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, John Williams, e o desempenho do Black Friday, um indicador do ânimo dos consumidores norte-americanos.

🇨🇳 Incerteza e caos. O aumento de contágios a níveis recordes na China poderia levar a uma retomada de bloqueios que prejudicam as cadeias de suprimentos e reduzem o consumo. Ao mesmo tempo, o Goldman Sachs avalia que a pressão de protestos poderia levar a China a desembarcar da sua política Covid Zero antes do segundo trimestre de 2023. Segundo o banco, essa hipótese tem 30% de chance de acontecer e levaria o país a abrir mão das políticas restritivas de modo desordenado antes de abril.

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⇒ Leia também: Em gráficos, como a Covid Zero reduz a atividade econômica da China

🛍️ Pouco melhor. Dados preliminares da Black Friday mostram que o tráfego de consumidores em lojas nos Estados Unidos aumentou +2,9% e as vendas online cresceram + 2,3%, este último totalizando US$ 9,12 bilhões. O resultado é pequeno, mas supera até o momento a previsão de queda de -1,2% prevista pela S&P Global Market.

🗓️ Inflação, emprego, Powell. Os analistas colocam na balança indicadores importantes nesta semana e o mês de novembro termina na quarta-feira com o relatório de empregos ADP e um discurso do presidente do Fed, Jerome Powel. São fatores que podem mexer com as expectativas dos investidores para o aperto monetário nos EUA, assim como o núcleo da inflação PCE de outubro e a folha de pagamentos (Payroll), que serão conhecidos nos dias seguintes.

Os mercados esta manhã
🟢 As bolsas na sexta-feira (25/11): Dow Jones Industrials (+0,45%), S&P 500 (-0,03%), Nasdaq Composite (-0,52%), Stoxx 600 (0,02%), Ibovespa (-2,55%)

Após um curto dia de negociações, os mercados acionários dos EUA encerraram com sinais divergentes. O Nasdaq caiu, o Dow Jones avançou e o S&P 500 fechou praticamente estável, mas teve ganho semanal de +1,5%. Os investidores continuaram ponderando o futuro da taxa de juros nos EUA, após a maioria dos membros do Fed se mostrar favorável à redução do ritmo de aumento na ata do último encontro.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Índice de Atividade Fed-Dallas/Nov

• Europa: Zona do Euro (Massa Monetária /Out, Empréstimo Setor Privado); Reino Unido (Pesquisa de Varejo CBI/Nov)

• América Latina: Brasil (Boletim Focus); México (Balança Comercial/Out)

• Ásia: Hong Kong (Balança Comercial/Out); Japão (Taxa de Desemprego/Out, Vendas no Varejo/Out)

• Bancos centrais: James Bullard (Fed), John Williams (Fed), Christine Lagarde (BCE), Joachim Nagel (Bundesbank)

📌 Para a semana:

Terça-Feira: EUA (Confiança do Consumidor-Conference Board/Nov); Zona do Euro (Expectativa de Inflação/Nov, Confiança do Consumidor/Nov); Alemanha (IPC/Nov); Reino Unido (Aprovação de Hipotecas/Out); Discursos de Luis de Guindos e Andrew Bailey

Quarta-feira: EUA (PIB/3T22, Núcleo de Preços PCE/3T22, Variação de empregos ADP, Livro Bege, Estoques no Varejo e no Atacado, Estoques de Petróleo-EIA); Zona do Euro (IPC/Out); Alemanha (Taxa de Desemprego/Nov); França, Itália e Portugal (IPC/Out, PIB/3T22); Bancos centrais (Discurso de Jerome Powell-Fed e Huw Pill-BoE)

Quinta-feira: EUA (Núcleo do ìndice de Preços PCE/Out, Renda e Gastos Pessoais/Out, Demissões Anunciadas Challenger/Nov); Zona do Euro (Taxa de Desemprego/Out); PMI Industrial (EUA, Zona do Euro, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha); Brasil (PIB/3T22); Banco Centrais (Discursos de Philip Lane-BCE)

Sexta-feira: EUA (Relatório de Emprego-Payroll/Nov, Taxa de Desemprego/Nov); Zona do Euro (IPP/Out); Bancos centrais (Discursos de Charles Evans-Fed, Christine Lagarde-BCE, Luis de Guindos-BCE, Joachim Nagel-Bundesbank, Haruhiko Kuroda-BoJ)

Destaques da Bloomberg Línea:

Quem é a poderosa família Al Thani, que governa o Catar há 200 anos

Resultados de bancos expõem clientes com impacto maior de inadimplência

Brasília em Off: Aliados pressionam Lula para tomar frente nas negociações

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Brasil e México ampliam vendas para os EUA. Mas há uma diferença na pauta | Restaurantes brasileiros estão entre os 50 melhores da América Latina de 2022 | Crise das criptomoedas chega aos caixas eletrônicos de bitcoin

• Opinião Bloomberg: Geração Z, mantenha seu emprego. Ser seu próprio chefe é difícil

• Pra não ficar de fora: Copa do Mundo de 2022 carrega simbolismo silencioso em protestos políticos

⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, que na versão completa inclui muitas outras notícias de destaque do Brasil e do mundo.

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