Ações na Ásia são pressionadas e dólar sobe com busca por proteção

Futuros de ações de Hong Kong e Austrália já apontavam para quedas antes mesmo de os protestos se agravarem no fim de semana

Clima pessimista que emana da China contrasta com o impulso do sentimento nos mercados globais na semana passada
Por Brett Miller
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Bloomberg — O dólar subia e as ações apontavam uma pressão de baixa na abertura da Ásia na segunda-feira com notícias de crescente agitação na China por causa das restrições contra covid.

O dólar tinha um de seus maiores avanços iniciais contra as moedas da Austrália e da África do Sul, ambas expostas ao comércio com a China. O yuan offshore caía cerca de 0,5%.

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Os futuros de ações de Hong Kong e Austrália já apontavam para quedas antes mesmo de os protestos se agravarem no fim de semana. Os contratos de ações japonesas subiam mais cedo.

Espera-se também que os títulos do Tesouro encontrem apoio em ofertas de ativos seguros, embora as movimentações possam ser complicadas pelo feriado de quinta-feira (24) nos Estados Unidos, seguido por negociações mais curtas na sexta-feira (25). Os rendimentos no vencimento de referência de 10 anos caíram para 3,68% na sexta-feira.

O petróleo, que sofreu uma terceira perda semanal, também pode enfrentar ventos contrários à medida que a demanda da China se deteriora.

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O clima pessimista que emana da China contrasta com o impulso do sentimento nos mercados globais na semana passada, depois que as atas da reunião do Federal Reserve de 1º a 2 de novembro mostraram que a maioria das autoridades apoia a desaceleração do ritmo de alta das taxas de juros. Desde a última reunião do Fed, os investidores analisaram uma série de dados econômicos que aliviaram um pouco as preocupações com a inflação, fortalecendo ainda mais o argumento para aumentos menores dos juros.

O S&P 500 registrou um ganho semanal de 1,5%, que levou o índice ao nível mais alto desde o início de setembro. O Nasdaq 100 também obteve ganhos na semana.

Todos os olhos estarão voltados para o relatório de empregos dos EUA esta semana e para o presidente do Fed, Jerome Powell, e para o presidente do Fed de Nova York, John Williams, que estão entre os funcionários do banco central programados para falar.

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Em meio aos desafios na China, o banco central do país cortou na sexta-feira a quantidade de dinheiro que os credores devem manter em reserva pela segunda vez neste ano, uma escalada de apoio a uma economia que está sendo prejudicada pelas restrições da covid.

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