Mercados asiáticos apontam para sessão de cautela entre investidores

Novas declarações de integrantes do Fed sinalizando aumento prolongado da taxa de juros voltam a pesar no sentimento de investidores

Painel de cotações na Bolsa de Tóquio: início de dia com cautela entre investidores nesta quinta-feira (17)
Por Brett Miller
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Bloomberg — Os mercados de ações asiáticos parecem preparados para uma abertura cautelosa nesta sexta-feira (18), noite de quinta-feira no Brasil, depois que autoridades do Federal Reserve alertaram para mais problemas à medida que aumentam as taxas de juros americanas para combater a inflação.

Os futuros de ações indicaram movimentos mornos com o início das negociações na Austrália e no Japão, após o S&P 500 e o Nasdaq 100, que concentra ações de tecnologia, caírem pela segunda sessão consecutiva.

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Os contratos futuros para Hong Kong subiram depois que um indicador das ações chinesas listadas nos Estados Unidos registrou seu quinto ganho em seis dias, com os investidores reagindo a sinais de política mais favoráveis ao mercado por parte de Pequim.

Os rendimentos dos títulos subiram na Austrália e na Nova Zelândia após outro salto nas taxas dos papéis do Tesouro, impactando ainda mais a curva de juros dos EUA.

O movimento mais recente nos títulos ocorreu depois que o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que os formuladores de políticas monetárias deveriam aumentar as taxas de juros para pelo menos o intervalo de 5,00% a 5,25% para conter a inflação. Ele também alertou sobre mais estresse financeiro à frente.

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O dólar avançou, quebrando uma queda de dois dias, e as principais moedas negociadas pouco mudaram na Ásia. O petróleo despencou enquanto ativos em geral, desde o sentimento de Wall Street até a queda na demanda por barris de petróleo, apontam para uma economia a caminho da desaceleração.

Com a inflação apenas começando a desacelerar e um indicador das vendas no varejo dos EUA aumentando em outubro no ritmo mais acentuado em oito meses, as autoridades do Fed enfatizaram nos últimos dias que precisam ir mais longe para extinguir as pressões de preços.

Os comentários de Bullard vieram um dia depois que a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, disse que uma pausa nos aumentos de juros estava “fora de questão”. Seu tom agressivo foi repetido pelo presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, na tarde de quinta-feira (17).

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Na quinta, novos dados mostraram pedidos semanais de auxílio-desemprego abaixo da previsão, reforçando ainda mais a força do mercado de trabalho.

Por outro lado, as taxas de hipoteca dos Estados Unidos registraram seu maior declínio semanal desde 1981, o que melhorou brevemente o sentimento de investidores sobre uma pausa na alta dos juros, embora o economista-chefe da Freddie Mac’s tenha dito que há um longo caminho pela frente para o mercado imobiliário.

Na Europa, os formuladores de política monetária do Banco Central Europeu também estão avaliando um aumento menor de 50 pontos base na reunião do próximo mês, sinalizando sua preocupação com a economia e empurrando o euro para baixo.

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A libra manteve sua queda na Ásia depois que o chanceler Jeremy Hunt delineou um pacote de 55 bilhões de libras (cerca de US$ 65 bilhões) de aumentos de impostos e cortes de gastos, mesmo com a economia entrando em recessão.

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