IPCA encerra período de deflação e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta quinta-feira (10)

A maior contribuição do mês para a alta do índice veio de alimentação e bebidas, com alta de 0,72% ante queda de 0,51 no mês anterior

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Bloomberg Línea — A quinta-feira (10) começa com a repercussão dos índices de preços ao consumidor tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Os futuros americanos sobem, com os investidores de olho nas eleições de meio de mandato e também digerindo os números de inflação. Por aqui o cenário político também continua a ganhar evidência, com os desdobramentos da transição de governo.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta quinta-feira (10):

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1. Preços ao consumidor

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro foi de 0,59%, encerrando uma sequência de três meses em deflação, segundo divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o IPCA acumula alta de 4,7% e, nos últimos 12 meses, de 6,47%, abaixo dos 7,17% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2021, a taxa havia sido de 1,25%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em outubro. A maior contribuição do mês para o índice veio de alimentação e bebidas, com alta de 0,72%. Na sequência, vieram saúde e cuidados pessoais, alta de 1,16%, e transportes, alta de 0,58%. Juntos, os três grupos responderam por cerca de 73% do IPCA de outubro. Já a maior alta do mês foi do grupo vestuário, com 1,22%.

2. Inflação americana

Ainda sobre inflação, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla americana) será divulgados ainda nesta manhã, e é esperado que o número caia para 7,9%, ante 8,2% no ano. No entanto, os dados de expectativas de inflação divulgados na última semana podem ter mais peso para o Federal Reserve.

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O BC americano vem reiterando sua determinação de lidar com uma economia superaquecida, com o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, dizendo na quarta-feira (9) que “vamos reduzir a inflação”, acrescentando que “qualquer conversa sobre uma mudança de tendência é completamente prematura”.

3. Mercados

Os futuros americanos sobem na manhã de hoje, com os investidores monitorando os resultados das eleições de meio de mandato até o momento, e à espera dos dados de inflação do país. Às 9h50, os futuros do Dow Jones, S&P 500 e do Nasdaq subiam respectivamente 0,10%, 0,15% e 0,32%. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana em comparação com uma cesta de outras moedas, avançava 0,29% no mesmo horário.

Por aqui, o Ibovespa futuro recuava nos primeiros minutos de negociação, com queda de 2,66%, seguindo uma maior aversão ao risco em dia de dados de inflação.

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4. Manchetes do dia

  • Estadão: Mercado se opõe à retirada permanente do Auxílio do teto; medida ganha força na equipe de Lula
  • Folha de S. Paulo: PEC para tirar Bolsa Família do teto de gastos ganha força em negociação
  • O Globo: Equipe de transição para o novo governo já tem 12 ex-ministros das gestões Lula e Dilma; veja quem
  • Valor: Lula articula para aprovar PEC da Transição neste ano

5. Agenda

A agenda do dia é marcada por dois dados bastante aguardados, tanto no Brasil quanto nos EUA. Por aqui, temos a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) do mês de outubro. Lá fora, o Consumer Price Index (CPI), ou índice de preços ao consumidor também referente ao mês de outubro, também ganha destaque. A leva de balanços também continua, com AstraZeneca, Deutsche Telekom, Merck, Brookfield, Itaú, ArcelorMittal, Fujifilm, Tata Steel, JBS e Allianz.

Também são esperados discursos de quatro dirigentes do Federal Reserve, que podem fazer alguma alusão aos números de inflação divulgados hoje.

E também...

Os preços do petróleo ampliaram perdas na manhã desta quinta-feira, com as novas restrições de covid zero na China, o maior importador de petróleo do mundo, pesando mais uma vez nas perspectivas de demanda. Às 8h25, o petróleo tipo Brent caía 0,67%, a US$ 92,22 o barril, enquanto o WTI recuava 0,68%, a US$ 85,25 o barril.

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--Com informações da Bloomberg News

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