País cria 278 mil novos postos de trabalho em setembro e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta quarta-feira (26)

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram um crescimento positivo para os postos de trabalho no país, com geração de 278.085 postos formais em setembro
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Bloomberg Línea — O dia começa com a divulgação de importantes indicadores econômicos na agenda local, e com os investidores digerindo os últimos resultados de balanços corporativos das gigantes de tecnologia dos Estados Unidos, além dos dados do mercado imobiliário do país.

Mas o destaque da quarta-feira fica com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve manter a taxa básica de juros estável em 13,75% ao ano.

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Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta quarta-feira (26):

1. Preços ao produtor

Os preços da indústria caíram 1,96% em setembro ante agosto, segundo divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã. Os preços de 13 das 24 atividades industriais analisadas tiveram variações positivas ante o mês anterior. As quatro maiores variações registradas foram de refino de petróleo e biocombustíveis (queda de 6,79%), outros produtos químicos (queda de 6,20%), indústrias extrativas (queda de 3,82%) e metalurgia (queda de 3,77%).

O acumulado no ano atingiu 5,87%. Em setembro de 2021, esse índice estava em 23,90%. O valor da taxa acumulada no ano até setembro de 2022 é o quarto menor já registrado para um mês de setembro desde o início da série histórica, em 2014. Já o acumulado em 12 meses foi de 9,76%, contra 12,24% em agosto.

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2. Mercado de trabalho

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram um crescimento positivo para os postos de trabalho no país, com geração de 278.085 postos formais em setembro, alcançando um estoque de empregos formais recorde de 42.825.955 postos de trabalho com carteira assinada, segundo o ministério do Trabalho e Previdência nesta manhã.

No mês, o saldo positivo foi verificado em todos os estados e no Distrito Federal. O maior crescimento ocorreu no setor de serviços, seguido pelo setor do comércio, construção e agropecuária.

3. Mercados

Os futuros americanos caem nesta manhã depois que os resultados da Alphabet no terceiro trimestre decepcionaram e o lucro da Microsoft recuou em comparação com o ano anterior, mostrando um início de mau presságio para os lucros das gigantes de tecnologia nesta semana. Às 9h10, o Dow Jones futuro caía 0,11%, o S&P recuava 0,74% e o Nasdaq caía 1,69%. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, recuava 0,63% no mesmo horário.

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As bolsas europeias seguiam o tom baixista, com os investidores aguardando a reunião do Banco Central Europeu amanhã, quinta-feira (27). O FTSE de Londres caía 0,61%, enquanto o Stoxx600 recuava 0,39% no mesmo horário.

4. Manchetes do dia

  • Estadão: Ex-tesoureiro do PT prepara dossiê para bombardear Moro e Dallagnol no Congresso
  • Folha de S. Paulo: Na falta de planos detalhados para a economia, veja o que Lula e Bolsonaro fizeram em seus governos
  • O Globo: Na reta final, campanhas de Lula e Bolsonaro apelam a fake news que miram bolso do eleitor
  • Valor: Pressão de despesas com pessoal e custeio compromete caixas de Estados

5. Agenda

O destaque na agenda local é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, sobre a taxa básica de juros, que deve seguir em 13,75% ao ano, de acordo com o consenso Bloomberg. Entretanto, o dia começou com os números do índice de preços ao produtor (IPP) de setembro, e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), também do mês de setembro.

Nos Estados Unidos, a agenda de indicadores tem como destaque os dados do setor imobiliário do país, que mostraram que as taxas de hipoteca chegaram a 7% pela primeira vez em mais de duas décadas, estendendo uma série de aumentos acentuados que tem frustrado a demanda por moradias. A temporada de balanços também continua por lá, com os resultados de Meta, Bristol- Myers Squibb, Boeing, Iberdrola, Mercedes-Benz, Heineken, Ford, Kraft Heinz, Santander, Barclays, eBay, BASF, Twitter, Deutsche Bank, Puma e Bunge aguardados para hoje.

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E também...

Os preços do petróleo sobem nesta manhã depois de um início de pregão negativo, com dados que mostram que os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram mais do que o esperado, embora as preocupações com a oferta e um dólar mais fraco sigam dando suporte aos preços. O American Petroleum Institute informou que os estoques do país aumentaram em cerca de 4,5 milhões de barris na semana passada, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Às 8h30, o petróleo tipo Brent subia 0,64%, a US$ 92,33 o barril, enquanto o WTI subia 1,02%, a US$ 86,22 o barril.

--Com informações da Bloomberg News

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