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Eleição divide apostas entre gestores

Também no Breakfast: por que o estrategista mais cauteloso de Wall St aposta em um rali das bolsas e o perfil de Rishi Sunak, o novo primeiro-ministro do Reino Unido

Tempo de leitura: 5 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

Três gestoras, três visões variadas para o resultado da eleição presidencial do próximo domingo (30): a disputa apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro deixa o balcão de interpretações em aberto.

A Kinea Investimentos vê maior probabilidade de o petista, que lidera numericamente as principais pesquisas, voltar ao poder. Para a Garde Asset Management, Bolsonaro é hoje o favorito. E há quem veja o presidente ganhar momentum, mas ainda não crave nenhum dos lados: “No final das contas, ainda é jogar uma moeda para cima. A probabilidade hoje não é 70/30, é bem mais 50/50″, disse Marcelo Ferman, CEO e gestor da Parcitas Investimentos.

A discussão, evidentemente, dominou esta edição do “Café com Mercado”, da Bloomberg News, e foi quase como se não houvesse um Copom no meio do caminho, nesta quarta-feira (26). Aliás, em meio às dúvidas, o consenso é a aposta na queda dos juros curtos, com a visão de que a Selic começa a cair no próximo ano independentemente de quem vencer as eleições, com um Banco Central independente. “Juros são a estratégia mais segura”, afirmou Daniela Lima, economista para Brasil da Kinea.

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As gestoras optaram por não montar posições no câmbio, diante da proximidade das eleições e com a turbulência externa provocada pela política de aperto monetário dos países desenvolvidos e a desaceleração da China. Além disso, o real tem alta de cerca de 5,5% no ano, a maior entre as principais moedas. “O real é o patinho bonito dos ativos, mas o externo está muito contra”, disse Carlos Calabresi, diretor de investimentos da Garde Asset Management.

⇒ Confira os principais temas debatidos

Camisetas com os candidatos Jair Bolsonaro e Lula na estampa em barraca de rua no estado do Pará (Foto: Alessandro Falco/Bloomberg)

No radar dos Mercados

Os investidores continuam orientados por diferentes vetores, equilibrando o impulso derivado do otimismo com balanços melhores e, simultaneamente, ponderando riscos econômicos e geopolíticos nas negociações. Mais da metade dos balanços divulgados até agora nos Estados Unidos ficaram acima das previsões, superando o cenário econômico desafiador. Hoje, os olhares estarão nos balanços de Microsoft e Alphabet, além de novos indicadores de atividade nos EUA.

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💂🏻‍♀️ Novo de novo. O consenso que levou Rishi Sunak ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido poupou o mercado de mais uma semana de incertezas. Agora, os investidores monitoram o plano do novo líder para colocar de pé a credibilidade e, sobretudo, as contas do país. Para ajudar na grande lista de tarefas, espera-se que Jeremy Hunt seja mantido no Tesouro.

📊 Bancos em alta. Assim como nos Estados Unidos, os juros mais altos estão favorecendo bancos do outro lado do Atlântico. O HSBC elevou seu lucro em 18% no terceiro trimestre, para US$ 6,5 bilhões. O UBS, por sua vez, obteve ganhos acima do esperado, de US$ 1,73 bilhão no mesmo período, ante previsões de US$ 1,57 bilhão.

🐉 Risco chinês. O yuan atingiu o menor nível em 12 anos, ainda refletindo as preocupações dos investidores com a consolidação do poder de Xi Jinping e seus efeitos para a economia da China. O índice Hang Seng, que mostrou ontem queda de mais de 6%, continuou no vermelho nesta jornada em meio a temores de que a política de Covid Zero e a relação complicada do líder asiático com os EUA atrapalhem o país.

→ A análise completa você lê no Radar dos Mercados

Os mercados esta manhã
🟢 As bolsas ontem (24): Dow Jones Industrials (+1,34%), S&P 500 (+1,19%), Nasdaq Composite (0,86%), Stoxx 600 (+1,40%), Ibovespa (-3,27%)

As bolsas norte-americanas começaram a semana em alta, impulsionadas por expectativas de que as empresas de grande capitalização reportem ganhos satisfatórios esta semana. Dados econômicos fracos dos setores de serviços e manufatura nos EUA, contribuíram para as apostas de que o Fed estaria propenso a diminuir a velocidade de alta dos juros.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Confiança do Consumidor do Conference Board, Índice de Manufatura do Fed Richmond, Índice de Preços de Imóveis, Índice Redbook, Estoques de Petróleo Bruto

• Europa: Zona do Euro (Dados de Empréstimos Bancários); Reino Unido (Índice CBI de tendências Industriais/Out); Alemanha (Preços de Bens Importados, Índice IFO); Espanha (Índice de Preços ao Produtor);

• Ásia: Japão (IPC/Set); Hong Kong (Balança Comercial/Set); China (Investimento Estrangeiro Direto)

• América Latina: Brasil (IPCA-15, Índice de Confiança do Cosnumidor-FGV/Out); México (Índice de Atividade Econômica); Argentina (Vendas no Varejo)

• Bancos centrais: Discursos de Christopher Waller (Fed) e Huw Pill (BoE)

• Balanços: Microsoft, Alphabet, Visa, Coca-Cola, Novartis, UPS, Texas Instruments, HSBC, SAP, General Electric, 3M, UBS, GM, Orange, Halliburton, Twitter

📌 Para a semana:

Quarta-feira: EUA (Estoques no Atacado e no Varejo/Set, Balança Comercial). Decisão sobre juros do Banco do Canadá

Quinta-feira: EUA (PIB 3T22, Pedidos de Bens Duráveis, Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego); Zona do Euro (Decisão de Política Monetária do BCE); Alemanha (Índice de Confiança do Consumidor GfK)

Sexta-feira: EUA (Índice PCE/Set, Vendas de Casas Pendentes); Zona do Euro (Índice de Confiança na Economia); Alemanha, França e Espanha (PIB 3T22, IPC/Out); Japão (Decisão de Política Monetária do BoJ)

Balanços: Microsoft, Alphabet, Visa, Coca-Cola, Novartis, UPS, Texas Instruments, HSBC, SAP, General Electric, 3M, UBS, GM, Meta, Bristol-Myers Squibb, Boeing, Iberdrola, Mercedes-Benz, Heineken, Ford, Santander, BASF, Twitter, Barclays

Destaques da Bloomberg Línea:

Por que o estrategista mais cauteloso de Wall St aposta em um rali nas bolsas

Ipec: Lula segue com 50%, enquanto Bolsonaro reduz rejeição e tem 43%

Domínio total de Xi na China injeta mais risco em um mundo caótico

E mais na versão e-mail do Breakfast:

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• Opinião Bloomberg: Rishi Sunak pode ser jovem, mas é um Conservador clássico

• Pra não ficar de fora: Apple aumenta preços de Apple Music e TV+ em meio a setor competitivo

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Edição: Michelly Teixeira, News Editor | Europe