Mercado de opções revela corrida para próximo grande rali do S&P 500

Volume de negociação de contratos atingiu um recorde neste mês, de acordo com dados compilados pela Bloomberg News

Os dados de opções sugerem que, apesar das perdas deste ano, há muito apetite por apostas de curto prazo
Por Jan-Patrick Barnert
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Bloomberg — Investidores correm para o mercado de opções para não perderem a próxima grande alta das ações americanas.

O foco no mercado de opções está na recuperação, disse Charlie McElligott, estrategista macro de ativos cruzados da Nomura Securities International. A demanda dos clientes está “totalmente focada” na preparação para uma grande alta das ações e, em geral, os investidores já estão bem protegidos contra perdas, disse.

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“Eles ficam apavorados com a possibilidade de perder o grande rali quando não possuem ativos subjacentes suficientes ou nenhum”, disse McElligott em nota.

Os dados de opções sugerem que, apesar das perdas deste ano, há muito apetite por apostas de curto prazo. A negociação de opções de compra, por exemplo, permaneceu alta mesmo quando o S&P 500 afundou em um mercado de baixa.

O volume de negociação das opções de compra do S&P 500 atingiu um recorde este mês, de acordo com dados compilados pela Bloomberg que acompanham a média de 30 dias. Comparado com o primeiro trimestre, o número de opções de compra negociadas dobrou.

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Mas a negociação de opções de venda também está perto de máximas históricas. Analistas de opções dizem que os dados apontam para um mercado em que os investidores otimistas estão esperando o momento certo para entrar e aproveitar a alta.

O mercado atual é “muito mais explosivo para o lado positivo do que para o lado negativo”, disse McElligott.

Uma maneira de medir o quão extremo este ano foi é o número de vezes em que o movimento diário do S&P 500 foi mais de 1% em qualquer direção. Até agora, em 2022, isso aconteceu cerca de 100 vezes.

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Números tão altos também foram registradas durante a pandemia de 2020, a crise financeira global de 2008 e 2009 e o estouro da bolha tecnológica no início dos anos 2000.

“Junte tudo e parece cada vez mais instável”, disse McElligott. “Bem-vindo a 2022.”

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