Inflação do Reino Unido supera expectativas e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta quarta-feira (19)

O resultado de setembro evidencia a crise do custo de vida do país que continua as afetar famílias e empresas antes de um inverno que promete ser difícil por conta da crise energética

Leia esta notícia em

Espanhol
PUBLICIDADE

Bloomberg Línea — A quarta-feira começa com os dados de inflação que vêm do Reino Unido além de uma leva de balanços dos Estados Unidos. Sem agenda de indicadores no Brasil, o destaque fica com a divulgação do Livro Bege do Fed sobre a economia americana - o que também pode mexer com os mercados.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta quarta-feira (19):

PUBLICIDADE

1. Contagem regressiva

Faltam 11 dias para o segundo turno das eleições presidenciais. Nesta quarta-feira saem novas pesquisas de intenção de voto, com destaque para o DataFolha, Quaest e PoderData. Ontem, terça-feira, o Ipespe mostrou que Jair Bolsonaro (PL) ficou mais próximo de Lula (PT) na corrida presidencial. Lula aparece com 49% das intenções de voto e Bolsonaro, com 43%, no cenário estimulado. O petista oscilou um ponto para baixo em relação à pesquisa divulgada na semana passada, enquanto Bolsonaro manteve o mesmo percentual.

No cenário espontâneo, em que os entrevistadores não dizem aos entrevistados quais são as opções, Lula tem 46% das intenções de voto e Bolsonaro, 42%. A margem de erro é de três pontos.

2. Os sinais da Europa

Os preços dos alimentos levaram a inflação do Reino Unido de volta ao maior nível em 40 anos. Contribuíram também para a alta os preços de energia e alimento, levando o Índice de Preços ao Consumidor a 10,1% em termos anuais no mês de setembro, de acordo com o Escritório de Estatísticas Nacionais.

PUBLICIDADE

Na medição anterior, a inflação caiu inesperadamente para 9,9% em agosto, abaixo dos 10,1% registrados em julho, devido à queda nos preços dos combustíveis. O resultado de setembro evidencia a crise do custo de vida do país que continua as afetar famílias e empresas antes de um inverno que promete ser difícil por conta da crise energética na região.

3. Mercados

Os futuros americanos subiam no começo desta manhã mas passaram a cair perto das 8h15, oscilando entre perdas e ganhos enquanto os investidores pesavam na balança os fortes balanços divulgados até agora - com destaque para a Netflix, que teve uma reversão significativa na perda de assinantes - em um cenário de juros altos e de uma inflação que teima em não ceder.

Às 8h31, o Dow Jones futuro caía 0,22%, o S&P recuava 0,25% e o Nasdaq tinha queda de 0,27%. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, subia 0,70% no mesmo horário. Na Europa as bolsas seguiam o movimento de baixa após a divulgação da inflação no Reino Unido, com o FTSE de Londres caindo 0,17%, enquanto o Stoxx600 recuava 0,19%.

PUBLICIDADE

4. Manchetes do dia

  • Estadão: Só 8% dos eleitos este ano para o Congresso são nomes novos na política brasileira
  • Folha de S. Paulo: Ministro da Defesa se compromete com Moraes a entregar relatórios de fiscalização de urnas
  • O Globo: A 11 dias do 2º turno, Lula e Bolsonaro têm apostado alto na guerra digital; veja as estratégias
  • Valor: Família de uma pessoa prolifera no cadastro do Auxílio Brasil

5. Agenda

Sem agenda de indicadores por aqui, o destaque fica com os Estados Unidos, que divulga ainda hoje o Livro Bege, relatório emitido pelo Federal Reserve sobre as condições da economia americana. Também são esperados discursos dos presidentes do Fed de Chicago, Minneapolis e St. Louis, além de dados do mercado imobiliário. A temporada de balanços continua, com as divulgações da Tesla, Procter & Gamble, Nestle, Abbot, ASML, IBM e Alcoa aguardados para hoje.

Na Europa, o destaque da manhã ficou com a inflação do Reino Unido, que subiu 10,1% em setembro, e com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Zona do Euro.

E também...

Os preços do petróleo sobem nesta manhã, reduzindo as perdas da sessão anterior, com os investidores buscando por ativos mais arriscados em meio aos sinais renovados da demanda chinesa. Uma refinaria privada, a Zhejiang Petrochemical, e outra estatal, a ChemChina, receberam cotas adicionais de importação de petróleo, totalizando cerca de 104 milhões de barris.

PUBLICIDADE

Além disso, os lucros corporativos dos Estados Unidos ajudam a manter o sentimento de otimismo. Às 7h45, petróleo tipo Brent subia 1,17%, a US$ 91,06 o barril, enquanto o WTI avançava 1,41%, a US$ 83,23 o barril.

--Com informações da Bloomberg News

Leia também

Mercados operam voláteis, divididos entre balanços positivos e medo de recessão