Bloomberg Línea — O otimismo dos mercados continua nesta terça-feira (18), com investidores repercutindo a divulgação de balanços do terceiro trimestre nos Estados Unidos e a evolução do mercado de títulos públicos do Reino Unido.
Por aqui, o Ibovespa (IBOV) avançava 1,1% por volta das 10h20 (horário de Brasília), negociado na casa dos 114,8 mil pontos, enquanto o dólar cedia, a R$ 5,27.
Nos Estados Unidos, os índices futuros acionários estendiam o rali do pregão anterior, com ganhos de mais de 2%. Ontem, o Bank of America (BAC) reportou números melhores do que o esperado, ilustrando a força do consumidor americano e afastando maiores preocupações com relação a uma recessão grave no país.
Nesta terça, o Goldman Sachs (GS) também reportou dados melhores do que o esperado no terceiro trimestre, contribuindo para uma alta da ordem de 3% das ações. As atenções recaem agora sobre o balanço da Netflix (NFLX), a ser divulgado após o fechamento do pregão em Nova York.
O sentimento em relação aos ativos de risco foi impulsionado pelos resultados positivos das empresas, valuations mais baratos que atraíram os compradores e após as reversões das políticas acalmarem as preocupações sobre os mercados do Reino Unido. Mas com os ventos contrários da inflação, riscos para a economia e bancos centrais agressivos continuam a confrontar os investidores, levantando dúvidas sobre a durabilidade dos ganhos.
Do lado das commodities, o petróleo recuava após o governo Joe Biden anunciar novos planos de liberação de reservas estratégicas para impedir o aumento de preços dos combustíveis nos EUA.
Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (18):
- Por volta das 10h20 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,1%, aos 114.876 pontos;
- O dólar à vista recuava 0,29%, a R$ 5,27;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 recuava dois pontos base, a 11,62%;
- Nos EUA, os índices futuros avançavam: o Dow Jones subia 1,99%, o S&P 500, 2,19%, enquanto o Nasdaq tinha alta de 2,45%;
- Na Europa, o movimento também era de ganhos: o Dax, da Alemanha, subia cerca de 2%.
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