Petróleo oscila com receios por desaceleração da economia global

Traders ficam de olho ainda na demanda da China, o maior importador de petróleo do mundo, e declarações do presidente Xi Jinping

Petróleo
Por Sharon Cho e Alex Longley

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Bloomberg — Os preços do petróleo avançavam levemente neste início de segunda-feira (17), com os temores de uma desaceleração econômica continuando a pesar sobre as perspectivas de demanda.

Os futuros do West Texas Intermediate (WTI) oscilavam entre ganhos e perdas perto de US$ 85 por barril, depois de subirem até 1,5%. Em um discurso no domingo de abertura do 20º congresso do Partido Comunista, o presidente chinês Xi Jinping não sinalizou nenhuma mudança de direção para a rígida política Covid Zero da China, uma estratégia que arrastou a economia chinesa durante este ano.

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Os principais indicadores do mercado de petróleo na Ásia apontam para queda, com traders de olho nas atividades de compra da China em busca de pistas sobre a demanda do maior importador do mundo.

O crescimento lento na China se somou a uma série de fatores de baixa para o petróleo, incluindo a política monetária agressiva dos bancos centrais para tentar domar a inflação e um dólar mais forte. Isso ofuscou os cortes na produção de petróleo da aliança Opep+ que entram em vigor a partir de novembro.

“O foco mudou para o lado da demanda após a reunião da Opep+”, disse Hans van Cleef, economista sênior de energia do ABN Amro. O mercado está “esperando pelo próximo gatilho para fornecer alguma direção”.

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A Agência Internacional de Energia alertou na semana passada que os cortes na produção podem levar a economia global à recessão, com críticas também dos EUA. O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse que as opções para reavaliar as relações do país com a Arábia Saudita incluem “mudanças em nossa abordagem à assistência à segurança”.

Preços do petróleo

  • O WTI para entrega em novembro caía 0,3%, para US$ 85,21 o barril às 8h30 (horário de Brasília)
  • O Brent para liquidação em dezembro recuava 0,1%, para US$ 91,51 por barril

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