Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.
As gestoras de recursos estão em polvorosa nas mesas de negociações. Enquanto não chegam o segundo turno e a definição sobre as equipes econômicas do novo mandato presidencial, as empresas de asset management vão fazendo as suas apostas, algumas diametralmente opostas, refletindo o cenário de incerteza sobre quem comandará a maior economia da América Latina nos próximos quatro anos.
Depois da disputa mais apertada que o esperado no primeiro turno, a Legacy Capital reduziu sua alocação em Brasil e, apesar de ver um contexto positivo para os ativos domésticos, não recomenda ao investidor operar vendido (lucra com a queda) em Brasil agora.
No momento, para o pleito de 30 de outubro, a Legacy trabalha com um cenário “mais para 50/50 do que de um favoritismo [de Lula]”, disse Felipe Guerra, diretor financeiro da gestora, em um evento da Bloomberg News. “Quando temos aposta 50/50, não gostamos de assumir posições muito relevantes, apesar do contexto de Brasil ser muito favorável.”
Já a Asa Investments, que dobrou sua posição no país na véspera da eleição, ganhou com a alta do Ibovespa no primeiro pregão após o pleito. A gestora espera repetir o sucesso após o segundo turno em 30 de outubro, dizendo que há espaço para mais ganhos, já que a disputa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual presidente Jair Bolsonaro continuará acirrada.
⇒ Saiba mais sobre a estratégia das gestoras até o segundo turno
No radar dos Mercados
A semana termina com toda a atenção concentrada no relatório do mercado de trabalho e salários pagos nos Estados Unidos (Payroll), a ser divulgado hoje. Se os números vierem mais fracos, avaliam os analistas, o Federal Reserve (Fed) terá motivos para reconsiderar a força (leia-se alta dos juros) com que vem atacando a inflação. Por enquanto, tal expectativa vem sendo desmontada insistentemente pelos integrantes do Fed. Mas outras ameaças à economia têm rondado o mercado, como o enfraquecimento da indústria de chips e os riscos geopolíticos derivados da guerra da Rússia contra a Ucrânia.
🤳 Sinal fraco. Enquanto isso, duas gigantes no setor de chips já acusam um golpe à economia. A Samsung anunciou uma queda de 32% no lucro operacional do terceiro trimestre, enquanto a Advanced Micro Devices (AMD) disse que suas vendas preliminares no mesmo intervalo ficaram US$ 1 bilhão abaixo do estimado. Ambas as companhias culparam o cenário de demanda fraca e altos estoques na cadeia de suprimentos.
🤯 Biden teme “Armagedom”. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse acreditar que Vladimir Putin pode estar falando sério em suas ameaças de uso de armas nucleares, o que levaria a um “Armagedom”, em referência à batalha bíblica entre forças do bem e do mal. Os comentários de Biden contrastam com os do conselheiro de segurança nacional Jake Sullivan, que disse na semana passada que os EUA atualmente não veem indicações sobre o uso iminente dessas armas.
✍🏼 Fazendo contas. O Credit Suisse pretende desembolsar US$ 3 bilhões para recomprar títulos da sua própria dívida. O plano, anunciado hoje, mostra fôlego financeiro para aproveitar o momento de baixa dos mercados. A atuação também precede a apresentação da revisão de seu plano estratégico, dentro de algumas semanas, após o preço das ações terem perdido metade do valor neste ano ante as dúvidas sobre sua solidez financeira.
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🟢 As bolsas ontem (6): Dow Jones Industrials (-1,15%), S&P 500 (-1,02%), Nasdaq Composite (-0,68%), Stoxx 600 (-0,64%), Ibovespa (+0,31%)
O mercado acionário dos EUA voltou a recuar ontem pelo segundo dia consecutivo, cauteloso antes da divulgação da folha de pagamento não-agrícola (Payroll) de setembro, que sai hoje. Também deram combustão ao mau humor dos investidores novos comentários de funcionários do Fed sobre sua intenção de seguir lutando contra a inflação com o aumento de juros.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• Feriado: China
• EUA: Relatório de Emprego-Payroll/Set, Vendas no Atacado/Ago, Crédito ao Consumidor/Ago
• Europa: Zona do Euro (Cúpula de Líderes da União Europeia); Reino Unido (Produtividade de Mão de Obra, Índice de Preços de Imóveis Halifax/Set); Alemanha (Produção Industrial/Ago, Vendas no Varejo/Ago); França (Balança Comercial/Ago, Transações Correntes/Ago); Itália (Vendas no Varejo/Ago); Espanha (Confiança do Consumidor)
• Ásia: China (PMI de Serviços/Set); Japão (Indicadores Antecedentes/Ago); Hong Kong (Reservas Internacionais/Set)
• América Latina: Brasil (Vendas no Varejo/Set, Produção de Veículos/Set); México (Índice de Preços ao Consumidor/Set)
• Bancos centrais: Boletim Trimestral do BoE, Pronunciamentos de David Ramsden (BoE), John Williams (Fed)
📌 Para segunda-feira:
• EUA (Índice de Tendências de Emprego/Set, Reuniões do FMI); Zona do Euro (Confiança do Consumidor/Out); Reino Unido (Vendas no Varejo/Set); Japão (Transações Correntes/Ago); Portugal (Balança Comercial/Ago). Discurso de Charles Evans (Fed). Feriado no Japão
Destaques da Bloomberg Línea:
• Quaest: Lula tem 48% para o segundo turno, contra 41% de Bolsonaro
• Reservas mundiais caem US$ 1 trilhão após intervenções recordes no câmbio
• Alerta no mercado: Levi’s revisa projeção de lucro por causa de dólar forte
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• Opinião Bloomberg: Fome e obesidade são dois lados da mesma moeda nos EUA
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