Bloomberg — Os preços do petróleo eram negociados perto de US$ 82 o barril, com traders avaliando uma perspectiva nebulosa para o crescimento econômico global, com um potencial corte na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).
Os futuros do West Texas Intermediate (WTI) reduziam a queda para negociar perto da estabilidade. A Opep+ e aliados estão discutindo um possível corte de produção na reunião da próxima semana, segundo um delegado, uma medida que pode servir para conter a recente queda nos preços.
Embora o petróleo esteja a caminho de um ganho semanal, os futuros ainda estão caminhando para o primeiro declínio trimestral em mais de dois anos, com os temores de uma possível recessão pairando sobre o mercado. O dólar disparou este mês e está sendo negociado perto de um recorde, tornando as commodities precificadas na moeda americana menos atraentes para os investidores.
Ao mesmo tempo, porém, a estrutura do mercado se firmou nos últimos dias, indicando uma oferta mais apertada.
“Os ventos contrários continuam e o caminho continuará instável”, disse Keshav Lohiya, fundador da consultora Oilytics.
A União Europeia anunciou uma nova rodada de sanções contra a Rússia que proibiria as empresas europeias de enviar petróleo do produtor da Opep+ para países acima de um limite de preço estabelecido internacionalmente. As tensões aumentaram depois que os gasodutos de gás natural foram danificados em suspeita de sabotagem.
Preços do petróleo
- O WTI para entrega em novembro era negociado a US$ 82,08 por barril às 9h25, horário de Brasília, depois de cair até 2,2%
- O Brent para liquidação de novembro caía 0,2%, para US$ 89,13 por barril
Os estoques de petróleo dos EUA caíram inesperadamente na semana passada, enquanto os suprimentos de gasolina também caíram, de acordo com dados da Administração de Informações de Energia na quarta-feira. Enquanto isso, os estoques no centro de armazenamento de Cushing, Oklahoma, subiam.
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