Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.
Depois de anos de performance abaixo da média do mercado, as ações brasileiras têm tudo para se destacar este ano. Ao menos essa é a avaliação do UBS Group, que vê a bolsa brasileira ganhando espaço entre os mercados emergentes nos próximos 12 a 18 meses.
Em relatório, o banco suíço escreve que a bolsa brasileira “despertou” e que deve se beneficiar de preços de commodities mais altos, bem como de valuations “muito atraentes que não refletem adequadamente as condições macroeconômicas predominantes e esperadas”.
A exposição relativamente baixa a uma liquidez global mais limitada, bem como rendimentos de dividendos elevados também estão entre as justificativas.
Em matéria de riscos, o UBS cita a intensificação dos temores de uma recessão global, pressões inflacionárias mais persistentes, menor crescimento dos lucros das empresas em 2023, além de erros na política interna, principalmente em torno da abordagem do país à sustentabilidade fiscal.
⇒ Leia mais: UBS diz que bolsa ‘despertou’ e dá 4 motivos para seguir descolada de emergentes
No radar dos Mercados
O quadro continua desafiador para os investimentos. As perspectivas de juros ainda mais altos e o risco de enfraquecimento da economia se intensificam com os alertas de dirigentes do Fed e de bancos de investimento. Esse cenário não impede correções e a busca por oportunidades de compra pavimenta o caminho dos mercados.
👥 Dose dupla. As atenções dos investidores se dividem entre os discursos dos dirigentes máximos do Fed, Jerome Powell, e do BCE, Christine Lagarde. A expectativa é de que reafirmem o compromisso de baixar a inflação. Os diretores do Fed, por exemplo, insistem que a política monetária dos EUA precisa ser dura. Ontem, Loretta Mester (Fed de Cleveland) e Susan Collins (Fed Boston) afirmaram que será preciso esforço adicional do banco central norte-americano para trazer a inflação para a meta.
🐻 Ações em segundo plano. Goldman Sachs e BlackRock estão mais pessimistas com respeito ao mercado acionário no curto prazo e suspeitam que os ativos ainda não refletem o risco real de desaceleração econômica, além do efeito recessivo sobre empresas e ações. Na visão do Goldman Sachs, a probabilidade de recessão subiu acima de 40% e o banco rebaixou o peso das ações em sua carteira de investimento para os próximos três meses. A BlackRock não vê uma aterrissagem suave da economia, com a inflação baixando antes de estrangular a economia, e recomenda “evitar a maioria das ações”.
💱 Japão vai às compras. O prêmio dos bônus dos títulos soberanos do Japão com vencimento em 20 anos subiu para o maior nível em sete anos. Nos títulos de 10 anos a alta tocou o limite de rendimento tolerado pelo BoJ (0,25%). Esse movimento ganhou força após o Banco do Japão anunciar a compra programada de títulos em valor equivalente a mais de US$ 1 bilhão. A pressão sobre esses ativos vem aumentando com as expectativas de mais aperto monetário.
💷 Libra na balança. A moeda inglesa tenta se recuperar de seu pior momento. Depois de ontem atingir o patamar inédito de US$ 1,0350, as apostas na paridade com o dólar estão ganhando força. Esse estresse cambial foi desencadeado após o anúncio do pacote de corte de impostos no Reino Unido, em um momento em que o Bank of England (BoE) tem subido juros para conter uma inflação persistente. Esta manhã, era cotada ao redor de US$ 1,0818.
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🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrials (-1,11%), S&P 500 (-1,03%), Nasdaq Composite (-0,60%), Stoxx 600 (-0,42%), Ibovespa (-2,33%)
A retração gerada pela possibilidade de uma recessão continua afetando o humor dos investidores. Os bancos centrais, incluindo o Fed, deixaram claro que continuarão com o tom agressivo em sua política monetária. O início desta semana não mudou muito em relação a como terminou a semana passada, com perdas generalizadas nas commodities e nas bolsas, e com o dólar em forte alta.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Pedidos de Bens Duráveis/Ago, Vendas de Casas Novas/Ago, Confiança do Consumidor/Set, Índice de Manufatura/Set, Estoques de Petróleo Bruto
• Europa: Zona do Euro (Massa Monetária/Ago); Reino Unido (Índice de Preços no Varejo); França (Candidatos a Emprego)
• América Latina: Brasil (Ata do Copom, IPCA-15/Set); Argentina (Vendas no Varejo); México (Balança Comercial/Ago, Taxa de Desemprego/Ago)
• Bancos centrais: Discursos de Jerome Powell (Fed), Charles Evans (Fed), Christine Lagarde (BCE), Luis de Guindos (BCE) e Huw Pill (BoE). Atas de política monetária do Bank of Japan (BoJ) e do Banco Central do Brasil
📌 Para a semana:
• Quarta: Mary Daly (Fed de São Francisco), Rafael Bostic (Fed Atlanta), Charles Evans (Fed Chicago) e Christine Lagarde (presidente do BCE) falam em eventos
• Quinta: EUA (PIB, Pedidos de Seguro-Desemprego, Loretta Mester e Mary Daly, do Fed, falam em eventos separados); Zona do Euro (Confiança Econômica, Confiança do Consumidor); Alemanha (IPC)
• Sexta: EUA (Renda do Consumidor, Sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan, Discursos de Lael Brainard (vice-presidente do Fed) e de John Williams (Fed de NY); Reino Unido (PIB); China (PMI); Zona do Euro (IPC, Taxa de Desemprego)
Destaques da Bloomberg Línea
• Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro a uma semana da votação, segundo BTG/FSB
• Putin concede cidadania russa a Edward Snowden, em ato contrário aos EUA
• Recessão americana é quase inevitável e vai doer, diz atual Nobel de Economia
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