Bloomberg Línea — O dia começa com duas divulgações importantes por aqui, a começar com a ata do Copom, do Banco Central, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), de setembro. Enquanto os futuros do Ibovespa e dos EUA avançam, as bolsas europeias também operam em terreno positivo, depois de um início de semana dramático. O índice de volatilidade conhecido como Vix chegou ontem a atingir seu nível mais alto desde meados de junho.
Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta terça-feira (27):
1. Reta final
Faltam cinco dias para o primeiro turno das eleições. A pesquisa Ipec, divulgada na noite de ontem, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 48% das intenções de voto, ante 47% no levantamento da semana passada, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve estável em 31%.
Considerando apenas os votos válidos - o que exclui os entrevistados que disseram que vão votar em branco ou nulo -, o ex-presidente Lula tem 52%, contra 34% de Bolsonaro. O cenário indica chance de vitória do petista no primeiro turno. Se houver segundo turno, Lula tem 54% das intenções de voto e Bolsonaro, 35%, de acordo com o instituto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
2. Alívio nos preços
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro foi de - 0,37%, segundo divulgação do IBGE nesta manhã. Esta foi a segunda deflação consecutiva do índice. No mês anterior, em agosto, o índice ficou em - 0,73%.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,63% e, em 12 meses, de 7,96% - abaixo dos 9,60% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Três dos nove grupos do IPCA-15 tiveram queda de preços, sendo transportes (-2,35%), comunicação (-2,74%) e alimentação e bebidas (-0,47%). A queda nos transportes se deve ao recuo nos preços combustíveis (-9,47%). No lado das altas, a maior variação veio de vestuário (1,66%), que acelerou em relação a agosto (0,76%). Na sequência aparece o grupo saúde e cuidados pessoais (0,94%), que teve a segunda maior variação e o maior impacto positivo (0,12 p.p.) no índice do mês de setembro.
3. Mercados
Os futuros americanos sobem nesta manhã, mesmo diante do risco ampliado de recessão, com os investidores buscando oportunidades de compra. Os futuros do Dow Jones subiam 1,13% às 9h05, o S&P tinha alta de 1,39% no mesmo horário, e o Nasdaq, subia 1,63%. Enquanto isso, os mercados europeus avançam, com o FTSE de Londres registando alta de 0,26%, e o Stoxx600, de 0,84%, depois das negociações agitadas no início desta semana.
Por aqui, o Ibovespa seguia o mesmo tom e subia 1,93% no mesmo horário, enquanto o Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, caía 0,38%.
4. Manchetes do dia
- Estadão: Disputa pelo voto cristão racha igrejas evangélicas; jovens fiéis contestam pressão por Bolsonaro
- Folha de S. Paulo: Repúdio a Lula e à esquerda leva a expurgo de pastores e até a fiel baleado
- O Globo: Bolsonaro reage entre eleitores mais pobres, mas vantagem sobre Lula no grupo mais rico cai 9 pontos na reta final
- Valor: Lula esconde plano final de governo a cinco dias do 1º turno e diz que ‘não precisa fazer promessas’
5. Agenda
O dia de hoje tem uma agenda carregada de indicadores, com destaque para o cenário local, a começar pela divulgação do IPCA-15, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, nesta manhã. Ainda por aqui, o Banco Central divulgou mais cedo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que apontou que os futuros da política monetária poderão ser ajustados, e que a autoridade monetária não hesitará em retomar o ciclo de ajustes caso o processo de desinflação não ocorra conforme o esperado.
Lá fora, nos EUA, os destaques são os pedidos de bens duráveis de agosto, vendas de casas novas de agosto, confiança do consumidor de setembro, índice de manufatura de setembro, e os estoques de petróleo bruto. Na Europa, sai a massa monetária de agosto da Zona do Euro e o índice de preços no varejo do Reino Unido.
E também...
Os preços do petróleo sobem nesta manhã, seguindo os cortes de oferta no Golfo do México antes do furacão Ian, e uma ligeira queda do dólar americano. Além disso, há a expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a Opep+, possa tomar medidas para conter a queda dos preços cortando a oferta da commodity.
Às 8h30 de hoje, o petróleo tipo Brent subia 1,23%, a US$ 83,84 o barril, enquanto o WTI registrava queda de 1,24%, a US$ 77,67 o barril.
- Com informações da Bloomberg News
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