Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.
Nas últimas semanas, uma questão tem ganhado espaço crescente nas avaliações feitas por bancos e gestoras a clientes. E não é sobre quem será o vencedor da disputa de outubro para presidente. Trata-se da análise para projetar qual será a composição do Congresso que emergirá das urnas.
O principal alvo de atenção nos debates é a Câmara dos Deputados. A Bloomberg Línea ouviu analistas nos últimos dias para colher a visão de mercado. O consenso aponta para uma composição que, mesmo em caso de vitória do ex-presidente Lula e do esperado crescimento do PT, deve se manter com domínio de partidos de direita, assim como ocorre hoje no governo de Jair Bolsonaro. E será igualmente fragmentado.
O principal argumento a favor da previsão de manutenção do perfil da Câmara é a configuração das regras. A doutora em financiamento eleitoral e professora de Direito Ana Cláudia Santano, coordenadora da ONG Transparência Eleitoral, explicou que “a legislação incentiva os partidos a focar suas estratégias nas eleições para deputado, porque o principal acesso ao dinheiro para campanha é a construção de bancadas na Câmara”.
O primeiro turno das eleições está marcado para este domingo (2). De acordo com a consultoria Eurasia, a probabilidade de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva é de 70%, com um intervalo de 20% a 25% de chance de eleição já no primeiro turno.
⇒ Leia mais aqui: Com Lula ou Bolsonaro, qual Câmara deve sair da eleição? E por que isso importa

No radar dos Mercados
As preocupações dos investidores com o impacto dos juros mais altos sobre o crescimento econômico continuam firmes neste início de semana, embora a corda pareça menos tensa. Em busca de sinais sobre o pulso da economia e potenciais riscos para a inflação, os olhares se voltam hoje para indicadores de atividade nos Estados Unidos e na Alemanha.
⚖️ Reino Unido confunde. Nesse sentido, o mercado monitora desdobramentos do plano do Reino Unido de reduzir impostos para reanimar a economia, o que poderia jogar contra a política monetária do próprio país de controlar os preços com a alta dos juros.
💸 Moedas derretem. Esta manhã, a libra chegou a tombar quase 5% frente ao dólar, uma queda recorde que carregou consigo outras divisas globais e deu seguimento à depreciação de sexta-feira, quando a primeira-ministra da Inglaterra, Liz Truss, divulgou um plano de corte de impostos no país. A moeda britânica caiu para US$ 1,0350 no momento de maior tensão.
👀 Atenção à Europa. Enquanto isso, a Alemanha apresenta hoje o resultado do PIB do terceiro trimestre, o que ajudará os analistas a projetarem o andamento da maior economia do bloco europeu. Os investidores consideram também os planos do novo governo italiano, com a vitória da direitista Giorgia Meloni, que amealhou 43% dos votos. A visão no momento é de que ela tem pouca experiência de governo para lidar com o momento delicado que atravessa o país
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🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrials (-1,62%), S&P 500 (-1,72%), Nasdaq Composite (-1,80%), Stoxx 600 (-2,34%), Ibovespa (-2,06%)
As ações caíram drasticamente ao redor do mundo depois que os investidores abraçaram sinais de que a política monetária restritiva continuará. Se intensificaram os temores de que a batalha global para controlar o alto custo de vida leve a um aumento da recessão econômica. As preocupações entre os investidores foram turbinadas pelo plano de estímulo anunciado pelo Reino Unido.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Índice de Atividade do Fed de Dallas e de Chicago/Ago
• Europa: Alemanha (PIB/3T22, Índice IFO de Clima de Negócios); Espanha (Confiança do Consumidor)
• Ásia: China (Lucro Industrial/Ago); Hong Kong (Balança Comercial)
• América Latina: Brasil (Confiança do Consumidor/Set, Transações Correntes/Jul/ Receita Tributária); Argentina (Atividade Econômica/Jul); México (Atividade Econômica/Jul)
• Bancos centrais: Christine Lagarde (BCE), Luis de Guindos (BCE), Silvana Tenreyro (BoE) Joachim Nagel e Johannes Beermann (Bundesbank), Haruhiko Kuroda (BoJ)
📌 Para a Semana:
• Terça: EUA (Pedidos de Bens Duráveis/Ago, Vendas de Casas Novas/Ago, Confiança do Consumidor/Set, Discurso de Jerome Powell e Charles Evans- Fed); Europa (Discurso de Christine Lagarde - BCE); Japão (Atas da reunião do BoJ); Brasil (Ata do Copom, IPCA-15/Set); Argentina (Vendas no Varejo); México (Balança Comercial/Ago, Taxa de Desemprego/Ago
• Quarta: Mary Daly (Fed de São Francisco), Rafael Bostic (Fed Atlanta), Charles Evans (Fed Chicago) e Christine Lagarde (presidente do BCE) falam em eventos
• Quinta: EUA (PIB, Pedidos de Seguro-Desemprego, Loretta Mester e Mary Daly, do Fed, falam em eventos separados); Zona do Euro (Confiança Econômica, Confiança do Consumidor); Alemanha (IPC)
• Sexta: EUA (Renda do Consumidor, Sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan, Discursos de Lael Brainard (vice-presidente do Fed) e de John Williams (Fed de NY); Reino Unido (PIB); China (PMI); Zona do Euro (IPC, Taxa de Desemprego)
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