Bloomberg Línea — Com a proximidade do primeiro turno das eleições pesando sobre o sentimento dos mercados domésticos, o dólar ronda o maior nível intradiário desde julho. A aversão global ao risco na sessão de hoje reforça o movimento e também derruba os principais índices acionários nesta segunda-feira (26).
O real tem a maior queda entre moedas emergentes na semana no primeiro turno das eleições, que eleva a volatilidade. O câmbio tocou os R$ 5,41 na máxima do dia.
Na agenda doméstica do dia, o relatório Focus, do Banco Central, mostrou uma melhora nas projeções para a inflação este ano, pela 13ª semana consecutiva. Agora, as expectativas são de alta de 5,88% do IPCA em 2022 (ante 6%). Para 2023, a estimativa é de inflação de 5%. Também teve leve melhora nas estimativas para o crescimento do PIB este ano, de 2,65% para 2,67%.
Lá fora, as atenções recaem sobre dados econômicos e da atividade dos Estados Unidos, Europa e China.
Na sexta-feira (23), os ativos tiveram uma liquidação depois que o governo do Reino Unido prometeu mais cortes de impostos. Temores de um Federal Reserve mais agressivo no aumento dos juros para conter a inflação desenfreada também pesam sobre os mercados.
O mesmo acontece com os riscos geopolíticos, da guerra na Ucrânia à escalada das tensões sobre Taiwan e a agitação no Irã. Enquanto isso, a OCDE cortou quase todas as previsões de crescimento para o Grupo dos 20 (G20) no próximo ano, enquanto antecipa novas altas das taxas de juros.
Ao longo da semana, destaque no Brasil para a divulgação da ata da última reunião do Copom, relatório trimestral de inflação (RTI), bem como dados do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, e do IGP-M, a inflação do aluguel.
Confira o desempenho dos mercados nesta segunda-feira (26):
- Por volta das 13h50 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 2,08%, aos 109.389 pontos;
- O dólar à vista avançava 2,60%, a R$ 5,40;
- Nos EUA, o Dow Jones caía 0,72%, o S&P 500, 0,57%, e o Nasdaq, 0,04%
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