Ata do Copom, reta final pré-eleição e os eventos mais importantes da semana

Em mais uma semana que promete forte volatilidade no mercado, investidores monitoram dados de inflação e últimos dias da campanha eleitoral

Na quinta (29), presidente do BC Roberto Campos Neto e o diretor de política econômica Diogo Guillen dão coletiva para comentar o relatório trimestral de inflação (RTI)
Por Josue Leonel
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Bloomberg — A campanha eleitoral entra na reta final com a liderança ampliada de Lula antes do 1º turno, que acontece no domingo (2). A agenda local é intensa, com ata do Copom, relatório trimestral de inflação e dados do IPCA-15.

Fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e dados da economia dos Estados Unidos e de outros países movem as expectativas sobre a economia global. Também está no radar da semana a votação em zonas ocupadas pela Rússia.

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Confira os destaques mais importantes da semana que começa:

Reta final da campanha

As novas pesquisas, as estratégias dos candidatos e as movimentações de apoio estarão no foco dos investidores na última semana antes do primeiro turno da eleição presidencial. A consultoria Eurasia elevou a probabilidade de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva de 65% para 70% e aumentou a chance de eleição já no 1º turno, de 10% para um intervalo de 20% a 25%.

A mudança vem depois das pesquisas mais recentes mostrarem ampliação da vantagem do ex-presidente sobre Jair Bolsonaro. A reta final da campanha ainda inclui o debate na TV Globo, na quinta-feira (29).

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O efeito Meirelles

Diante do favoritismo de Lula, o mercado deve seguir monitorando eventuais notícias sobre a aproximação entre o petista e o ex-ministro Henrique Meirelles. A presença de Meirelles em um evento com Lula e ex-candidatos a presidente na última semana ajudou os ativos brasileiros a terem desempenho superior aos pares externos.

Meirelles foi um dos nomes que o ex-presidente quis incluir na bolsa de apostas para o Ministério da Fazenda antes de definir quem vai comandar a pasta. Geraldo Alckmin e Alexandre Padilha seguem no páreo.

Ata do Copom, RTI e IPCA-15

O Banco Central divulga na terça-feira (27) a ata da última reunião do Copom, que manteve a Selic em 13,75% ao ano e teve um comunicado visto como hawkish (favorável a juros mais altos), por incluir a possibilidade de voltar a subir os juros – e com um rara divergência de dois votos pela alta de 0,25 pp.

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A mensagem foi insuficiente para adiar a precificação de corte de juros na curva. “Acreditamos que a ata deverá aumentar o tom hawkish numa tentativa de mover os mercados para outra direção”, diz a Bloomberg Economics. Na quinta-feira (29), o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o diretor de política econômica do BC Diogo Guillen dão coletiva para comentar o relatório trimestral de inflação (RTI).

O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, de setembro será divulgado na terça (27). A expectativa é de queda de 0,18%, segundo as projeções, contra deflação de 0,73% no período anterior, em meio aos cortes de combustíveis. A semana conta ainda com a inflação do aluguel (IGP-M), contas externas, desemprego e resultados fiscais.

Economia global

Os ativos domésticos devem seguir expostos à volatilidade do mercado global após a profunda aversão externa ao risco na sexta-feira (23). O pacote fiscal no Reino Unido se soma ao receio de impacto econômico do aperto monetário do Fed e outros bancos centrais.

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Semana trará eventos com vários dirigentes do Fed, incluindo Powell, na terça-feira (27). Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu Christine Lagarde e outros membros do BCE falam na semana.

Agenda de dados também é pesada e inclui Produto Interno Bruto (PIB) e Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) nos EUA, bem como CPI da zona do euro e PMIs na China. A Rússia se prepara para votações sobre anexação das regiões da Ucrânia sob seu controle. Já a Itália tem eleição neste domingo (25), com possível vitória da extrema direita.

Aneel e Itaú

A Aneel realiza na próxima sexta-feira (30) o chamado Leilão de Reserva de Capacidade, para contratação de novas usinas termelétricas a gás natural. A contratação dessas usinas foi uma exigência imposta pelo Congresso no projeto que autorizou a privatização da Eletrobras (ELET3; ELET6). Itaú Unibanco (ITUB4), Americanas (AMER3) e Suzano (SUZB3) reúnem acionistas em assembleias gerais extraordinárias (AGEs) ao longo da semana.

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