Dólar recua e bolsa sobe no dia após Fomc e Copom

Mercados também seguem repercutindo a decisão de alta de 0,75 ponto nos juros do Fed, bem como sua sinalização hawkish no combate à inflação

Investidores digerem comunicados do Fomc e do Copom após reuniões de política monetária
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Bloomberg Línea — Após um sell-off na sessão anterior, depois da decisão de alta de juros do Federal Reserve, os mercados buscam uma retomada nesta quinta-feira (22), embora o sentimento de cautela permaneça.

Em Wall Street, os índices operavam próximos da estabilidade, enquanto por aqui, o Ibovespa (IBOV) avançava cerca de 0,8%, por volta das 10h25 (horário de Brasília), puxado pelos ganhos da mineradora Vale (VALE3), que subia cerca de 2,2% em meio à alta do minério de ferro.

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Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, decidiu pela manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de alta de juros após uma sequência de 12 aumentos seguidos.

No comunicado divulgado junto com a decisão, a autoridade monetária reiterou que “essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva”.

Sobre as próximas reuniões, o Copom reforçou que “os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.

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Confira o desempenho dos mercados nesta quinta-feira (22):

  • Por volta das 14h15 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 0,31%, aos 112.274 pontos;
  • O dólar à vista recuava 0,29%, a R$ 5,16;
  • Nos EUA, o Dow Jones caía 0,34%, o S&P 500, 0,82%, e o Nasdaq, 1,51%

Cena externa

Na quarta-feira (21), as bolsas de Wall Street fecharam em queda de até 1,79%, após o banco central americano elevar a taxa de juros do país em 0,75 ponto percentual, para o intervalo de 3% a 3,25% – o maior patamar desde a crise financeira de 2008.

A decisão veio após a divulgação de resultados de inflação recorde, que atingiu alta de 8,3% no acumulado em 12 meses até agosto. Diversos dirigentes do Fed, incluindo o presidente Jerome Powell, afirmaram no último mês que a autarquia irá combater o aumento de preços mesmo que isso signifique uma desaceleração ou uma possível recessão da economia americana.

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Em coletiva após a decisão, Powell, reiterou que o Fomc, o comitê de política monetária do Fed, “está fortemente decidido a reduzir a inflação” e que, para isso, “serão necessários uma flexibilização do mercado de trabalho e um crescimento econômico abaixo da atual tendência”.

A sinalização do Fed, vista como hawkish por economistas do mercado financeiro, não é única dos EUA, contudo. Suíça, Noruega e Grã-Bretanha seguiram com seus próprios aumentos d ejuros, enquanto as autoridades correm para lidar com os aumentos de preços desenfreados.

O Banco da Inglaterra, por exemplo, fez um segundo aumento consecutivo de meio ponto para conter as pressões sobre os preços. Mesmo assim, a mudança para 2,25% não foi tão grande quanto alguns esperavam, e a libra reduziu sua alta em relação ao dólar.

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-- Atualiza às 14h20

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