IGP-10 tem novo recuo e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta sexta-feira (16)

Precios de los combustibles continúan subiendo a escala internacional

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Bloomberg Línea — A semana termina com a divulgação do IGP-10 aqui no Brasil, que registrou queda de 0,90% em setembro. Também por aqui, o Datafolha, divulgado na noite de ontem, mostrou os rumos possíveis para o primeiro e o segundo turno das eleições, que acontece daqui a 17 dias. Mas a manhã de hoje é de maior aversão ao risco para os principais mercados, com o aumento das preocupações sobre uma recessão global.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta sexta-feira (16):

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1. Contagem regressiva

Faltam 17 dias para o primeiro turno das eleições. Na noite de ontem, a mais nova pesquisa eleitoral publicada, o Datafolha, mostrou que a diferença entre a intenção de votos para Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve estável nesta semana. Lula aparece com 45% das intenções de voto e Bolsonaro recuou um ponto porcentual, para 33%.

Em um eventual segundo turno, 54% dos entrevistados afirmaram que votariam em Lula, enquanto 38% votariam em Bolsonaro — o que representa um aumento e uma redução de 1%, respectivamente. A pesquisa ouviu 5.926 pessoas entre os dias 13 e 14 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais e para menos.

2. Deflação

O Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) registrou uma deflação de 0,90% no mês de setembro, de acordo com divulgação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) nesta manhã. Com isso, o índice acumula alta de 7,45% no ano e de 8,24% nos últimos 12 meses.

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André Braz, Coordenador dos Índices de Preços, explica que “os combustíveis continuam contribuindo para o arrefecimento das pressões inflacionárias no âmbito do produtor e do consumidor”. Já o IPA, o Índice de Preços ao Produtor Amplo, caiu 1,18% em setembro. Braz contextualiza que “a taxa de variação do Diesel passou de 2,28% para -6,70%, sendo a principal influência negativa” no índice.

3. Mercados

Os futuros americanos caem nesta manhã, enquanto os investidores absorvem as declarações de ontem da FedEx sobre a economia global. A empresa divulgou seu balanço preliminar, abaixo das projeções dos analistas, e disse ter sido impactada negativamente pela piora “significativa” da economia global. Os futuros do Dow Jones caíam 1% perto das 9h30, assim como o S&P e Nasdaq, queda de 1,08% e 1,19%, respectivamente.

Na mesma entoada, as ações europeias também caem nesta terça, com o FTSE de Londres registrando queda de 0,33%, e o Stoxx600, de 1,32%. O Ibovespa futuro também registrava queda no mesmo horário, de 0,48%.

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4. Manchetes do dia

  • Estadão: Merenda escolar sem reajuste faz com que crianças dividam até o mesmo ovo
  • Folha de S. Paulo: Campanhas de Lula e Bolsonaro acirram disputa por Sudeste após Datafolha
  • O Globo: Após visita de irmão do presidente, Caixa aprova R$ 29,6 milhões para obras em cidade da família Bolsonaro
  • Valor: Atividade em baixa e redução de alíquotas fazem ICMS cair 8,4%

5. Agenda

O destaque na agenda local de hoje é a divulgação do IGP-10, o índice de inflação mensal, divulgado mais cedo. Lá fora, o principal dado é o índice de sentimento do consumidor dos EUA, elaborado pela Universidade de Michigan, é o principal dado que vem do exterior. Outro dado que vem dos Estados Unidos é a projeção de vendas no varejo do mês de agosto.

Na Europa, o destaque foi a divulgação mais cedo do Índice de Preços ao Consumidor da Zona do Euro, IPC, que saltou mais 0,6% em agosto, atingindo o recorde de 9,1% na base anual, de acordo com a a Eurostat, agência de estatísticas do bloco.

E também...

O petróleo opera em terreno positivo nesta manhã, embora os preços caminhem para um terceiro declínio semanal, com a deterioração da economia global alimentando as preocupações sobre a demanda, enquanto o dólar mais forte encarece o combustível para a maioria dos compradores. Às 8h30 de hoje, o petróleo tipo Brent subia 1,09%, a US$ 91,77 o barril, enquanto o WTI subia 0,86%, a US$ 85,83 o barril.

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- Com informações da Bloomberg News

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