Inflação americana acima do esperado e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta terça-feira (13)

A inflação subiu mais do que o esperado em agosto nos Estados Unidos

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Bloomberg Línea — O dia começou com os investidores aguardando o dado mais esperado da semana, que veio dos Estados Unidos. No país, os preços ao consumidor acumulam alta de 8,3% na base anual, acima do esperado porém abaixo da alta de 8,5% registrada no mês anterior. Os números, divulgados pelo Departamento de Estatísticas dos EUA, guiarão o sentimento dos investidores ao longo do dia.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta terça-feira (13):

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1. Inflação americana

Ao contrário do esperado pelos analistas, a inflação americana subiu 0,1% no mês de agosto em comparação com o mês anterior, de acordo com os dados do Departamento de Estatísticas dos EUA nesta manhã. A expectativa de economistas consultados pela Bloomberg era de uma deflação de 0,1%. No acumulado de 12 meses, a inflação registrou alta de 8,3% - uma desaceleração em relação ao mês de julho, que teve alta de 8,5%.

O relatório é um importante sinalizador para o Federal Reserve antes da reunião de 20 a 21 de setembro, em que é esperado o terceiro aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual na taxa de juros para conter a inflação.

2. Faltam 20 dias

Em nova rodada da pesquisa Ipec a apenas 20 dias do primeiro turno das eleições, o ex-presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), tem 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento anterior, de 5 de setembro, mostrou o petista com 44%, enquanto Bolsonaro seguia com 31%. Segundo o instituto, os resultados mostram um cenário de estabilidade.

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Na sequência aparece Ciro Gomes (PDT) com 7% das intenções de voto, ante 8% na pesquisa anterior. Simone Tebet (MDB), se manteve com 4%. A pesquisa ouviu 2.512 pessoas entre 9 e 11 de setembro em 158 municípios brasileiros. A margem de confiança é de 95%.

3. Mercados

Os futuros americanos subiam nesta manhã antes dos dados de inflação americana, mas viraram e passaram a cair depois da divulgação do relatório. Perto das 9h45, o Dow Jones caía 1,06%, o S&P recuava 1,54%, e o Nasdaq, 2,21%. Já o Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, subia 0,58% nesta manhã.

Na mesma entoada, as ações europeias também caem nesta terça, com o FTSE de Londres registrando queda de 0,31%, e o Stoxx600, de 0,26%. O Ibovespa futuro também registrava queda no mesmo horário, de 1,23%.

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4. Manchetes do dia

  • Estadão: Comitês de Lula e Bolsonaro buscam doações para as campanhas sem envolver tesoureiros
  • Folha de S. Paulo: YouTube privilegia vídeos pró-Bolsonaro em recomendações a usuários, diz estudo
  • O Globo: Flávio Bolsonaro diz que falta de recursos é ‘ponto crítico’ da campanha de reeleição do presidente
  • Valor: Alta de juros tem impacto moderado sobre risco de empresas

5. Agenda

O destaque do dia - e talvez da semana - é o índice de inflação americano, divulgado nesta manhã, e que pode moldar a política de alta dos juros do Federal Reserve, o BC americano, que tem calibrado o custo do dinheiro com o intuito de domar os preços. No Brasil, saíram mais cedo os números dos dados de serviço de julho, divulgados pelo IBGE, que registrou alta de 1,1% frente a junho. O setor se encontra 8,9% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 1,8% abaixo de novembro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Mais cedo, Alemanha e Espanha também apresentaram seus índices de inflação. O IPC da Alemanha subiu para +7,9% em agosto, o maior desde maio. Na Espanha, a inflação de agosto subiu +10,5% ano a ano, um pouco acima da estimativa preliminar publicada no mês passado, mas abaixo dos 10,8% registrados até julho.

E também...

Os preços do petróleo subiam nesta manhã, pela quarta sessão consecutiva, com os temores sobre a demanda global no radar dos investidores e o progresso em direção ao acordo nuclear iraniano. Além disso, as preocupações com os estoques mais apertados continuam a sustentar os preços. Às 8h15 de hoje, o petróleo tipo Brent subia 1,44%, a US$ 95,38 o barril, enquanto o WTI subia 1,55%, a US$ 89,14 o barril.

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- Com informações da Bloomberg News

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