Bloomberg — O Goldman Sachs começou a maior rodada de demissões desde o início da pandemia.
O banco de Wall Street planeja cortar várias centenas de empregos a partir deste mês, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Embora o número total seja menor do que em algumas rodadas anteriores, as reduções são uma retomada do ciclo de demissões anual do Goldman, que havia parado durante o surto de covid-19.
O movimento é o sinal mais contundente até agora de uma desaceleração de todo o setor em meio à queda da receita após anos recordes. Analistas esperam que o banco registre uma queda de mais de 40% no lucro este ano, segundo dados compilados pela Bloomberg. A empresa com sede em Nova York disse em julho que planejava cortar as contratações e restabelecer as avaliações anuais de desempenho, prenunciando os cortes de empregos que planejava fazer no final do ano. É um esforço para conter as despesas em meio ao que o banco chamou de “ambiente operacional desafiador”.
As revisões são normalmente usadas para eliminar a equipe com pior desempenho. O Goldman também pode diminuir o ritmo de substituição de funcionários, disse o diretor financeiro Denis Coleman na época. O Goldman tinha 47.000 funcionários no final do segundo trimestre.
O New York Times informou nesta segunda-feira (12) que o Goldman estava preparando cortes de empregos. Uma porta-voz do Goldman se recusou a comentar.
Assim como seus pares de Wall Street, a empresa foi atingido pela forte desaceleração dos bancos de investimento, já que a volatilidade que impulsionou os lucros das negociações também chegou aos mercados de capitais e a gestão de ativos. Enquanto a operação comercial da empresa registrou um aumento de 32% na receita no segundo trimestre, a receita de banco de investimento caiu 41%, refletindo uma forte queda na subscrição.
As despesas operacionais totais caíram no segundo trimestre em relação ao ano anterior, quando o Goldman cortou a remuneração e os benefícios, mas a empresa também relatou aumentos de custos de iniciativas de crescimento.
As ações do Goldman acumulam queda de mais de 10% este ano e cerca de 15% em relação ao ano anterior. Isso se compara a uma queda de 7,5% no S&P 500 Financials Index nos últimos 12 meses.
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