Petróleo desacelera queda semanal após semana de receios sobre demanda

Traders avaliam estoques crescentes dos Estados Unidos, em meio a sinais de desaceleração da economia que pode comprometer consumo

Petróleo
Por Yongchang Chin e Alex Longley

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Bloomberg — Os preços do petróleo reduziram parte da segunda perda semanal consecutiva, aliviando a pressão no final de uma semana sobrecarregada por preocupações com a demanda, estoques crescentes e a possibilidade de o governo Joe Biden fazer uma nova liberação das reservas de emergência.

O West Texas Intermediate (WTI) subia para US$ 85 o barril, mas ainda acumulava queda de mais de 2% nesta semana, depois de atingir o menor nível desde janeiro. Existe a preocupação de que o consumo seja afetado à medida que os bancos centrais aumentam as taxas e a China mantém sua estratégia Covid Zero. A alta do dólar para um recorde também foi um receio a mais, embora o dólar tenha caído acentuadamente nesta sexta-feira (9), enquanto os ativos de risco subiam.

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Apesar da atual crise de fraqueza do mercado, as autoridades dos EUA estão procurando maneiras de evitar um temido aumento nos preços do petróleo no final deste ano, incluindo a possibilidade de uma liberação adicional de reservas estratégicas de petróleo. As autoridades estão alertando para um potencial aumento nos preços em dezembro, quando as sanções da UE sobre o fornecimento de energia russo entrarem em vigor, a menos que outras medidas sejam tomadas.

O petróleo acumula perda de cerca de US$ 40 em relação à alta no início deste ano e o mercado tem sido assolado pela volatilidade desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Durante grande parte do período desde março, os volumes diários de negociação ficaram abaixo da média de 200 dias. A liquidez nos mercados de commodities também enfrentou escrutínio em meio à crise energética da Europa, com os ministros da região reunidos em Bruxelas na sexta-feira (9).

Preços do petróleo

  • O WTI para entrega em outubro subia 1,7%, para US$ 84,98 o barril às 8h20 (horário de Brasília)
  • O Brent para liquidação de novembro avançava 1,7%, para US$ 90,69 o barril

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