Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.
O banco americano Goldman Sachs (GS) concedeu uma linha de crédito de US$ 140 milhões à chilena Xepelin, em mais um caso de fintechs da América Latina que têm conseguido financiamento de dívida com empréstimo, em vez de investimento em participação acionária.
Se antes o venture capital era praticamente a única opção para startups obterem dinheiro, agora bancos tradicionais, incluindo os de Wall Street, estão concedendo empréstimos que permitem às empresas se capitalizarem sem diluir a participação acionária.
Além da fintech chilena, que oferece serviços como pagamentos e crédito para pequenas e médias empresas, a mexicana Clip, de pagamentos digitais, obteve uma linha de crédito rotativo sem garantia de três anos de US$ 50 milhões com Morgan Stanley (MS), J.P.Morgan (JPM) e HSBC (HSBC).
No mês passado, o Goldman Sachs forneceu uma linha de crédito colateralizado de US$ 150 milhões para a mexicana Clara, de empréstimos e gerenciamento de gastos. O banco americano também emprestou US$ 233 milhões ao Mercado Livre em julho, participou da linha de crédito de US$ 650 milhões do Nubank (NU) no início deste ano e forneceu US$ 160 milhões para apoiar a Konfio, do México, no ano passado.
⇒ Entenda como as startups latino-americanas estão financiando seus negócios, com a ajuda dos bancos de Wall Street
Na trilha dos Mercados
No cartaz do dia está escrito “bancos centrais”. Os eventos mais esperados da semana acontecem hoje e são protagonizados pelo Banco Central Europeu (BCE), que decide hoje sobre os juros do bloco, e pelo Federal Reserve (Fed), cujo presidente Jerome Powell fala em um evento.
💥 Alta turbinada por aí? A maioria dos investidores se prepara para um aperto monetário sem precedentes por parte do banco central da Europa. Dados compilados pela Bloomberg Economics apontam para uma maior probabilidade de um aumento de 0,75 pontos percentuais. Caso uma subida dessa magnitude se confirme, o continente terá o grande desafio de driblar a recessão, sobretudo em um cenário de crise energética. O veredito do BCE sobre a taxa de juros sai às 9h15 de Brasília.
🪵 Lenha na fogueira. Mas não é só o BCE que vai agitar o mercado. É grande a expectativa em torno da declaração do presidente do Fed, que dentro de duas semanas arbitrará sobre o custo do dinheiro nos Estados Unidos. Nessa miscelânea de bancos centrais também se encaixa o governador Philip Lowe, do Banco Central da Austrália. Ele deu uma declaração polêmica e atípica entre os países do G-10: assinalou um possível fim dos aumentos desmesurados das taxas de juros. A autoridade monetária elevou seus juros por cinco meses consecutivos, o último aumento aplicado esta semana.
⛈️ Pessimismo na Europa. Na Alemanha, o IfW (Instituto de Economia da Universidade de Kiel) reduziu fortemente as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) da principal economia europeia, de +2,1% para +1,4% em 2022. Para 2023, espera agora um retração de -0,7%, contra a alta de +3,3% projetada em junho. O IfW, que é um dos assessores do governo alemão, também espera uma inflação ao consumidor mais elevada: de +8,0% em 2022, em vez dos 7,4% calculados antes. E de nada menos que +8,7% em 2023, bem acima da estimativa de +4,2% feita há três meses.
O encarecimento do gás e da eletricidade serão os responsáveis por erosionar o poder aquisitivo e frear o consumo privado, indicou o instituto alemão esta manhã.
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🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrials (+1,40%), S&P 500 (+1,83%), Nasdaq Composite (+2,14%), Stoxx 600 (-0,57%), Ibovespa (Fechada por feriado)
As bolsas norte-americanas fecharam em alta depois que os investidores deram uma trégua à venda massiva de bônus do Tesouro. Entretanto, o mercado permanece volátil, com os operadores aguardando decisões-chave dos bancos centrais do mundo. Os preços do petróleo caíram, arrastados pelos contínuos lockdowns da China para zerar os contágios de Covid-19.
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No radar
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego; Estoque de Gás Natural; Atividade das refinarias de Petróleo - EIA; Crédito ao Consumidor/Jul
• Europa: França (Folha de Pagamentos Não Agrícola/2T22; Balança Comercial/Jul); Espanha (Confiança do Consumidor)
• Ásia: Japão (Índice Economy Watchers/Ago); China (IPC/Ago)
• América Latina: Brasil (IGP-DI/Ago; IPCA/Ago); México (IPC/Ago); Chile (IPC/Ago); Peru (Reunião de Política Monetaria)
• Bancos Centrais: Decisão sobre as taxas do Banco Central Europeu e entrevista da presidente Christine Lagarde. O presidente do Fed Jerome Powell participa de conferência do Instituto Cato em Washington. O governador Philip Lowe, do Banco Central da Austrália, fala em evento
📌 Para amanhã:
• China (PPI, oferta de moeda, novos empréstimos em yuan). Reunião extraordinária dos ministros de energia da UE sobre intervenção de emergência nos mercados de eletricidade
Destaques da Bloomberg Línea
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