Dólar sobe e Ibovespa despenca com mais juros no radar

Investidores reagem às falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que sinalizou mais uma alta de juros em setembro

Perto das 10h40, a moeda era negociada a R$ 5,2180, na primeira alta em três sessões
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Bloomberg Línea — O dólar futuro subia perto de 1,3%, enquanto o Ibovespa (IBOV) caía quase 2% com investidores locais reagindo às falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a taxa básica de juros do país, a Selic, deve ter mais um aumento na próxima reunião em setembro.

Perto das 10h40, a moeda era negociada a R$ 5,2180, na primeira alta em três sessões.

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A gente entende que tem que passar mensagem dura. A mensagem de hoje é a mesma do último Copom. Aproveitamos eventos como esse para nos manifestar e a mensagem que continua valendo hoje é a do último Copom, que a gente disse que avaliaria um possível ajuste final”, disse em evento organizado pelo jornal local Valor Econômico na segunda-feira (5).

Campos Neto também acrescentou que o Banco Central ainda não está pensando em cortes de juros, de olho em trazer a inflação de volta à meta.

Com a Selic atualmente em 13,75%, os economistas agora discutem quando os cortes de juros podem começar, já que o BC prevê três meses consecutivos de deflação resultante de grandes cortes de impostos sobre combustíveis.

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Enquanto isso, no exterior, os mercados de renda variável subiam tanto na Europa como nos Estados Unidos, ajudados por medidas anunciadas por vários países do bloco para minimizar o impacto da crise energética e também por caçadores de pechinchas, que aproveitam os atrativos preços das ações após as recentes quedas em Wall Street.

Já o petróleo, que começou o dia mais alto, mas inverteu o curso momentos antes. Ontem, a OPEP+ anunciou que vai cortar a produção de outubro em 100.000 barris, apagando o aumento aplicado em setembro.

Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (6):

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  • Por volta das 10h50 (horário de Brasília) o Ibovespa recuava 1,76%, aos 110.142 pontos;
  • O dólar à vista subia 1,42%, a R$ 5,2245;
  • Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq abriram em queda e recuavam 0,18%, 0,14% e 0,29%

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