Bloomberg Línea — A semana será mais curta, com feriados nos Estados Unidos e no Brasil, mas ainda assim reserva dados e acontecimentos importantes. No Brasil, a disputa eleitoral fica cada dia mais próxima, enquanto a divulgação do IPCA de agosto, esperada para o fim desta semana, ganha relevância e pode mostrar uma ligeira deflação. Lá fora, o destaque fica com as falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA, na quinta-feira (8), enquanto a crise energética europeia se acentua.
Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta segunda-feira (5):
1. Correm os ponteiros
A menos de 30 dias do primeiro turno das eleições de outubro, as pesquisas de intenção de voto ganham ainda mais destaque. No sábado (3) saíram os números da pesquisa do Instituto Ipespe, que mostraram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece com 35%. O petista subiu um ponto percentual em relação à última amostra, em 31 de agosto, enquanto Bolsonaro manteve a mesma porcentagem. Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) mantiveram os mesmos patamares da pesquisa anterior, com 9% e 5%, respectivamente.
Hoje saem os números da terceira rodada da pesquisa Ipec, contratada pela TV Globo. A pesquisa anterior mostrou um cenário de estabilidade, em que Lula aparece com 12 pontos à frente de Bolsonaro.
2. Boletim Focus
Economistas consultados pelo Banco Central reduziram pela décima semana consecutiva suas estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2022, de 6,70% para 6,61%, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta manhã. Os economistas também elevaram suas expectativas para o PIB deste ano e do próximo, de 2,10% para 2,26%, e de 0,37% para 0,47%, respectivamente.
Já sobre o dólar, as projeções continuaram iguais às da semana passada, em R$ 5,20 para 2022 e para 2023. A taxa Selic também não sofreu alterações para 2022, com os economistas mantendo a projeção de 13,75% para este ano, enquanto estimam uma alta para 2023, de 11% para 11,25% agora.
3. Mercados
Com as bolsas americanas fechadas nesta segunda por conta do feriado, o destaque da manhã vem da Europa, com as bolsas recuando pela sexta vez em sete dias, depois que a Rússia anunciou a suspensão de seu principal gasoduto para a Europa. Assim, o FTSE, de Londres, recua 0,59%, o DAX, da Alemanha, cai 2,52%, enquanto o benchmark Stoxx600 perde 1,12%, ampliando os temores dos investidores diante da crise energética que o continente atravessa.
Por aqui, o Ibovespa futuro abriu a sessão em alta de 0,09%, enquanto o Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, sobe 0,38% nesta manhã.
4. Manchetes do dia
- Estadão: Articuladores de atos pró-democracia abrem diálogo com militares às vésperas do 7 de Setembro
- Folha de S. Paulo: Grupos bolsonaristas têm mensagens dissonantes sobre 7 de Setembro
- O Globo: O poder da máquina: dos 19 governadores que disputam novo mandato, 15 lideram pesquisas
- Valor: Ofertas de ações deverão somar até R$ 80 bi em 2023
5. Agenda
A semana será mais curta, com feriados nos EUA e no Brasil. Nesta segunda, as bolsas americanas estão fechadas por conta do feriado nacional do Dia do Trabalhador (Labor Day). Mesmo assim, o destaque lá de fora é o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, na próxima quinta-feira (8), o que deve confirmar - ou não - o tom mais duro de aperto monetário. Outro destaque dos EUA veio logo pela manhã, com a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
Na Europa, saíram mais cedo os números do índice de gerentes de compras composto (PMI) da Zona do Euro para agosto, com queda de 49,9 em julho para 48,9 no mês anterior. Este é o menor nível em 18 meses, refletindo contração na atividade. Por aqui, a agenda reserva o número do PMI de serviços logo mais, às 10h00.
E também...
Os preços do petróleo sobem na manhã de hoje, seguindo a piora da crise energética na Europa, e um possível corte simbólico de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+). O tema será destaque ao longo do dia, depois que a reunião da organização, incluindo a Rússia, definiu um corte nos níveis de oferta para o mês seguinte, redução de 100 mil barris por dia da produção, revertendo aumento de setembro - sinalizando mais atenção com preços.
Às 8h20 de hoje, o petróleo tipo Brent disparava 3,49%, a US$ 96,26 o barril, enquanto o WTI subia 3,21%, a US$ 89,63 o barril.
- Com informações da Bloomberg News
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